12 dez, 2017
Marun pede indiciamento de Janot em relatório da CPI da JBS

untitledO deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que na quinta-feira assumirá o comando da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, recomendou nesta terça-feira o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor de duas denúncias criminais contra Temer, no relatório final da CPI mista da JBS.

Carlos Marun tomará posse na Secretaria de Governo na quarta-feira
Carlos Marun tomará posse na Secretaria de Governo na quarta-feira

Foto: Agência Brasil

Marun pediu que Janot seja indiciado por subversão da ordem pública e social, por caluniar ou difamar o presidente da República, por abuso de autoridade e por retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício.

Para Marun, que coordenará a articulação política do governo Temer ao assumir o ministério na quinta, Janot, quando estava à frente da Procuradoria-Geral da República, atuou para derrubar Temer e usou como instrumento as delações premiadas de executivos da J&F, holding que controla a JBS.

“Em face da existência de todos os elementos carreados neste relatório, é indubitável que o ex-procurador-geral da República tentou, com seu ato travestido de legalidade, derrubar o representante máximo da democracia brasileira”, escreveu Marun em seu relatório.

Para o futuro ministro, a gravação de uma conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, não indica nenhum crime cometido pelo presidente. No diálogo, Joesley afirma a Temer que tem sob seu controle autoridades como um procurador e um juiz.

“Constata-se que toda a acusação teve apenas como fundamento a gravação de uma conversa travada entre o presidente da República e o sr. Joesley Batista, cujo conteúdo não revela a prática de qualquer ato criminoso por parte do primeiro. Trata-se, na verdade, de atividade inerente ao mandato lidar com autoridades e com os maiores representantes do empresariado nacional, visando ao bem da sociedade brasileira.”

No relatório, Marun também pede o indiciamento do então chefe de gabinete de Janot na PGR Eduardo Pelella, do ex-procurador Marcelo Miller, dos irmãos Joesley e Wesley Batista e do ex-diretor da J&F Ricardo Saud.

O relatório de Marun ainda terá de ser votado pelos deputados e senadores que compõem a CPI da JBS. Caso seja aprovado, as recomendações de Marun serão encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) a quem caberá decidir se as acata ou não.

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