4 jan, 2018
CBF articula renúncia coletiva e “eleição relâmpago”

untitledO presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero,  e seus principais aliados já consideram irreversível a situação do dirigente, suspenso pela Fifa, e começam a trabalhar nos bastidores para fazer uma “eleição relâmpago” na entidade.

Silvio Barsetti

Silvio Barsetti
Correspondente no Rio de Janeiro (RJ)

O objetivo é encurtar o tempo de articulação de uma chapa de oposição e alçar Rogério Caboclo, diretor de Gestão da confederação e homem de absoluta confiança de Del Nero, à presidência. Para isso, estudam uma renúncia coletiva, do próprio Del Nero e de seus quatro vices.

Marco Polo Del Nero
Marco Polo Del Nero

Foto: Pedro Martins/Agif / Gazeta Press 

Assim, Del Nero estaria se antecipando a uma decisão definitiva da Fifa pelo seu banimento do futebol, e se manteria no controle paralelo da CBF.

Pelo menos três dos quatro vices já teriam concordado com a manobra. Com a renúncia coletiva, uma nova eleição teria de ser convocada em até 30 dias. A princípio, neste cenário, o novo eleito cumpriria apenas o tempo restante do mandato de Del Nero, que vai até abril de 2019. Mas aí o que se projeta é a convocação de uma assembleia para tratar exclusivamente da mudança de estatuto e assim permitir que o eventual substituto de Del Nero fique no poder no mínimo até 2023.

Toda essa trama vem ganhando corpo nos últimos dias e seus maiores defensores, entre os quais se destacam o próprio Del Nero, Rogério Caboclo e o vice Gustavo Feijó, acreditam que a renúncia coletiva passaria a imagem de uma nova CBF à opinião pública. Apostam nisso, no que contam com o apoio de várias federações estaduais. Mas outras dessas entidades e alguns dos principais clubes do País podem criar dificuldades para que a manobra se concretize.

Leave a comment

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>