Caso a matéria seja sancionada pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB), idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, gestantes e pessoas com crianças de colo terão prioridade em 100% dos lugares.Na sessão onde o projeto foi aprovado já em segunda discussão, Ronaldo Luz defendeu que se trata de uma matéria educativa: “Não dá para entender que uma senhora ou um deficiente entre no ônibus e ninguém ceda à cadeira… Se isso não existe por educação, vai por imposição”.Ainda tramita na Casa outra proposta, de autoria do mesmo vereador, que torna preferenciais todos os caixas de bancos e casas lotéricas da capital.

A justificativa destaca que um só guichê preferencial não suporta todo o atendimento prioritário e que a proposta já é prevista no Estatuto do Idoso, mas, com o PL o benefício será ampliado.

A intenção do vereador é justa, mas, especificamente em relação às filas em agências bancárias e lotéricas: porque será que um guichê apenas não está suportando a demanda?

Provavelmente porque a população do país e do mundo está envelhecendo a passos largos. Conforme dados do IBGE, entre 2012 e 2016, só no Brasil o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 16% e a perspectiva é que o crescimento siga em ritmo acelerado nas próximas décadas.

Tornar todos os caixas de atendimento “prioritários” é a solução?

Ou haveria um meio-termo, como a abertura de mais guichês, para que todos os demais cidadãos não sejam penalizados por horas e horas em filas, talvez até sem previsão de quando será atendido?