15 mai, 2018
DE OLHO NO FUTURO: Semana de Museus

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COM DISCUSSÕES SOBRE CULTURA E TECNOLOGIA, INSTITUIÇÕES DE TODO O PAÍS PARTICIPAM DA 16ª EDIÇÃO DA SEMANA DE MUSEUS, QUE ACONTECE ATÉ DOMINGO

Théo Brandão terá ampla programação dentro da Semana de Museus

Quem vive de passado é museu, já dizia aquele velho ditado. Mas parece que, este ano, a sabedoria popular vai se mostrar não tão certeira assim: é que, em sua 16ª edição, a Semana Nacional de Museus resolveu falar de modernidade – e provar que o futuro pode, sim, dar as caras entre as paredes dessas instituições, sempre tão dedicadas a conservar, estudar e expor objetos de valor histórico para o homem.

Com o tema “Hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”, o evento iniciado ontem, 14, segue até o próximo dia 20 e busca uma aproximação com o público tanto pelo viés tecnológico quanto por outras conexões possíveis. Entre as discussões estão investimentos em digitalização e preservação de acervos, desenvolvimento de sites interativos, presença nas redes sociais e uso de aplicativos e softwares para mediação.

“Os públicos de hoje, cada vez mais exigentes e segmentados, ensejam novas abordagens, especialmente em uma era na qual a internet ampliou em larga escala a produção e o acesso à informação”, aponta o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que agora em 2018 recebeu a inscrição de mais de 1,1 mil entidades participantes, com 3,2 mil ações acontecendo em 489 cidades dos 26 estados.

Mas se os modos de interação social passam por uma transformação, em especial nos centros urbanos, ainda há a contramão disso: segundo uma pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 46% da população brasileira ainda não tem acesso à internet em casa. O dado vale principalmente para áreas periféricas, rurais e regiões de difícil acesso.

Entra aí outro dos debates da semana. “Ao mesmo tempo em que museus devem apostar em iniciativas que busquem pela via tecnológica se conectar aos seus antigos e novos públicos, ainda é indispensável esforços para engajar quem ainda não está on-line. Que outras formas, para além da internet, estão disponíveis para se criar e estreitar laços com o meio onde se atua?”, acrescenta o instituto.

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