4 jun, 2018
Com vaias ao prefeito, Parada do Orgulho LGBT lota Paulista

untitledMultidão, fantasiada, com coroas com as cores do arco-íris e fantasias de Carnaval, se amontoa ao redor dos 18 trios elétricos enfileirados pela Paulista

TNM/Bruno Ribeiro

A 22a. Parada do Orgulho LGBT ainda nem havia começado e a Avenida Paulista já estava lotada entre a Rua da Consolação e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Sem cravar um número oficial, a Prefeitura informou que manteve, neste ano, a mesma infraestrutura do ano passado, com 39 pontos de bloqueios ao redor da Paulista.

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A multidão, fantasiada, com coroas com as cores do arco-íris e fantasias de Carnaval, se amontoa ao redor dos 18 trios elétricos enfileirados pela avenida Foto: Futura Press

A multidão, fantasiada, com coroas com as cores do arco-íris e fantasias de Carnaval, se amontoa ao redor dos 18 trios elétricos enfileirados pela avenida

A multidão, fantasiada, com coroas com as cores do arco-íris e fantasias de Carnaval, se amontoa ao redor dos 18 trios elétricos enfileirados pela Paulista. “Isso é um ato político, é contra o preconceito. Mas também é uma festa e eu vim aproveitar”, disse o operador de telemarketing Felipe Tubone, de 22 anos.

A apresentadora Tchaka abriu o evento com críticas aos parlamentares conservadores, que foram acompanhadas de gritos da plateia pedindo “Fora Temer”. Depois, Tchaka puxou o mesmo grito de protesto. Com o tema “Poder para LGBTI+: Nosso Voto, Nossa Voz”, a Parada busca conscientizar a comunidade sobre a importância do voto nas eleições deste ano.

O prefeito Bruno Covas afirmou à imprensa esperar uma festa “para mostrar que São Paulo não admite preconceitos”. Covas discursou por um minuto ao abrir a marcha, no trio elétrico, e foi vaiado do início ao fim.

Além do prefeito, outros políticos discursaram, mas sem serem vaiados, como a vereadora Soninha Francine (PPS) e a pré-candidata à Presidência Manoela D’Avilla (PCdoB).

A mulher da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), assassinada em março, também se pronunciou: “Apesar de ter cara de festa, é um ato político. É resistência. Temos que vir para rua fazer festa, mas também para fazer revolução. Isso aqui é revolução. Por nenhuma Marielle a mais assassinada, por nenhum gay assassinado, por nenhuma lésbica assassinada e nenhuma trans assassinada.”

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