21 jun, 2018
SMTT dá 15 dias para empresas definirem retirada de catracas altas dos coletivos

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 Sindicato dos empresários alega que a notificação do órgão ainda não aconteceu
TNM/Por Patrícia Mendonça | Portal Gazetaweb.com   

SMTT dá prazo de 15 dias para a retirada as catracas altas nos coletivos de Maceió

FOTO: GILBERTO FARIAS/ ARQUIVO

Em cumprimento à Lei 6.752/2018, promulgada pela Câmara Municipal de Maceió, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) informou que notificou as empresas de transporte coletivo urbano de Maceió para que substituição da catraca alta para a baixa.

De acordo com o órgão, a notificação ocorreu no último dia 18 e, a partir de então, foi determinado o prazo de 15 dias para que os empresários definam um cronograma de mudança dos equipamentos e apresentem ao órgão.

Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município de Maceió (Sinturb) diz a notificação da SMTT ainda não aconteceu.

Desde a implantação do modelo de catraca em Maceió – que é uma das duas capitais brasileiras a usar as catracas duplas, de cerca de 1,75 m de altura – a permanência dela é fruto de desacordos.

Passageiros não concordam com o modelo e relatam situações de constrangimento

FOTO: GILBERTO FARIAS

Os passageiros, insatisfeitos com o modelo duplo, alegam estarem ainda mais “imprensados”, que se machucam na passagem pela roleta e os mais “gordinhos” chegam a relatar situações de constrangimento.Jaqueline da Silva, que estava com a sua filha de dois anos nos braços, reclama do modelo de catraca e diz que ao tentar passar pela catraca com a pequena já chegou a machucá-la.

“Quando o motorista é bom ele abre as portas traseiras para quem está com criança entrar. Quando não é isso tenho que passar apertando ela, aí engancha as pernas, os braços, a cabeça. Isso já aconteceu várias vezes com a gente”, contou a mãe.

“Dizem que o esse tipo de catraca diminui as chances de assalto, mas se o bandido quiser assaltar é só ele pedir para o cobrador liberar a passagem, é simples”, afirmou Maria da Silva Galdino.

Por outro lado, para quem está diretamente na mira da violência nos transportes públicos, como é o caso dos cobradores, a catraca alta é considerada uma aliada.

Em entrevista à Gazetaweb, no mês passado, quando o assunto retornou a ganhar repercussão, Tawan Felipe, cobrador há 10 anos, disse já ter sofrido 12 assaltos durante o tempo de profissão e que após o modelo de roleta dupla nos ônibus ele não passou mais pela situação de violência no trabalho.

“No ônibus em que trabalho a catraca já foi implantada há cerca de quatro meses e, desde então, não houve mais nenhum assalto”, contou.

De acordo com o Sinturb, após a instalação da roleta dupla, em 2017, houve uma diminuição de 73% dos assaltos a ônibus em relação ao ano de 2016, quando o modelo ainda não era presente no estado.

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