Foto: Alagoas NT F72547b2 03b5 4b56 b930 ae21d556f589 Candidatos ao Governo de AL

 

TNM? Por Gilca Cinara

 

 

 

 

 

 

 

A crise econômica abalou a estrutura de diversos estados brasileiros. O aumento do índice de desemprego, empresas fechadas e, consequentemente, o aumento nos valores dos produtos impossibilitaram o consumo de diversas famílias. Em Alagoas, alguns setores conseguiram se sobressair, como é o caso do Turismo, mas outros tiveram que buscar meios para não fechar as portas, como o comércio varejista e a construção civil.

Este dois últimos setores são grandes geradores de vagas no mercado de trabalho, e com o desalento o Estado passou a ter o maior número de pessoas que desistiram de procurar um emprego no país.

Nesta quinta-feira (23), você pode conferir o que os candidatos ao governo  pensam sobre o tema e quais suas propostas para melhorar a economia de Alagoas.

  • Como tem avaliado a economia do estado diante da crise financeira nacional? Qual a sua proposta? 

 Basile Christopoulos (Psol) – É preciso tomar diversas iniciativas no âmbito do   Orçamento Público, com vistas a democratizar e submeter ao controle social sua proposição   e execução. Hoje a maior parte da sua concepção nasce na SEPLAG sem ampla discussão com a sociedade, sem submissão a nenhum procedimento de participação popular. Entre as propostas, daremos atenção especial a questão tributária como um dos principais eixos relacionados ao crescimento econômico. Iremos desonerar quem mais precisa (consumidores e pequenos produtores) e focar a arrecadação principalmente nas grandes empresas, tradicionalmente beneficiadas pela atuação do Estado. Iremos rever todos os benefícios fiscais concedidos e aumentar a receita por meio do aumento do Imposto sobre a Herança (ITCMD) para alíquotas progressivas de 2% a 8%. E iremos equilibrar com a redução dos tributos sobre o consumo, especialmente energia elétrica e combustíveis.

 Fernando Collor (PTC) –  O Estado já vem em crise há muito tempo. Se não fossem   os programas de transferência de renda do governo federal e de convênios para obras de   infraestrutura, o drama da crise ainda seria pior.  A agressividade da política fiscal do Estado inibe a atividade econômica, pune o consumo das famílias e diminui a competitividade. E ainda tem a burocracia, a licenciocracia, que desestimula o empreendedorismo, assim como a cultura da truculência e da punição. Um gestor experiente e sábio entende que a cultura da orientação, associado à redução de obstáculos ao empreendedorismo, pode se converter em ferramenta eficaz para estimular a atividade econômica em Alagoas. O FECOEP, por exemplo, passará a ser rigorosamente aplicado no combate à pobreza, e não como hoje acontece, com desvio para áreas não próprias de suas atribuições para as quais fora originalmente concebido.

 Renan Filho (MDB) – Diante da maior crise econômica da história republicana do   Brasil,  Alagoas seguiu firme, de cabeça erguida, e deu exemplo ao país ao fazer o maior   esforço fiscal relativo dentre todas as unidades da federação, equilibrando as contas e mantendo salários em dia, concedendo reajustes e fazendo investimentos com recursos próprios em todas as áreas. Nosso Estado enfrenta a crise econômica nacional com determinação. A economia alagoana cresceu quase 3% em 2017, enquanto a brasileira registrou elevação de apenas 1% no mesmo período. Isso só demonstra que estamos no caminho certo e vamos seguir avançando. Quando o Brasil voltar a crescer, Alagoas estará ainda mais preparada para dar novos saltos.

Os demais candidatos ao governo do estado não responderam as nossas perguntas.