10 set, 2018
Segurança é ponto alto de programas

Collor080918CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO APRESENTAM PROPOSTAS PARA SETOR, QUE ENFRENTA GRAVE CRISE

A crise da segurança pública, que ainda expõe o Estado como sendo um dos dez mais violentos do País, inclusive com disputa de território de facções criminosas como o PCC e o CV, é um tema relevante na maioria dos programas dos candidatos ao governo de Alagoas.

Tanto que, mesmo o Estado deixando o topo da lista de homicídios, a morte de jovens negros, pobres, na periferia não dá trégua. Dentro dos presídios os batismos de integrantes continuam. É também de lá que tem saído a ordem para a execução e controle de pontos de droga.

Os concursos públicos realizados ainda não foram suficientes para diminuir os riscos da atividade policial, nem conter a expansão do crime organizado. Quanto à atividade policial, os riscos também continuam, não só pela periculosidade, mas o estresse diário que tem levado alguns a cometerem suicídio. Outros, sem capacitação para a direção de viaturas, têm sofrido acidentes graves nas estradas.

Na Polícia Civil, a crise é ainda maior, com mais de 600 policiais prestes a se aposentar, que em alguns casos trabalham em delegacias sem condições estruturais, com paredes mofadas, com corrente elétrica e com alojamentos em péssimo estado.

Veja as propostas dos candidatos ao governo para reverter essa situação.

RENAN FILHO (MDB)

Em seu plano de governo, registrado no Tribunal Regional Eleitoral, o governador Renan Filho, da coligação “Avança Mais, Alagoas”, que reúne os partidos MDB, Pode, PPS, PDT, PR, PTB, PHS, PT, PV, PRP, PRTB, PSD, DC, PCdoB, Avante, PMN e Solidariedade, apresenta várias ideias, mas não fala na “guerra de facções”.

O texto, que se assemelha a um grande relatório de atividades dos mais diversos setores, promete reformar as instalações físicas e melhorar a autoestima dos policiais.

Ao comentar o tema para a edição deste domingo, por meio de sua assessoria, Renan Filho disse que “o governo do Estado pôs em prática uma das principais estratégias de combate à violência em Alagoas: os Centros Integrados de Segurança Pública (CISPs). Já são 16 em todas as regiões do Estado. A estratégia dos CISPs está aliada a outro programa lançado pelo governo de Alagoas em março de 2017, o Força Tarefa da Segurança Pública”.

O governo também destacou a queda no ranking da violência. “A capital alagoana liderava o ranking da violência em 2011, com 102,9 mortes violentas para cada grupo de 100.000 habitantes, o dobro da segunda colocada. Em 2018, esse número foi reduzido para 55,1 mortes para cada 100.000 habitantes, deixando Maceió na 9ª posição no ranking da violência entre as capitais brasileiras, o que demonstra a dimensão do trabalho executado”, informou o governo.

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