29 out, 2018
Após eleições, dólar cai mais de 1% e opera no patamar de R$ 3,60

Dólar

Foto: Guoogle

Na última sessão, na sexta-feira, a moeda dos EUA fechou a R$ 3,6518

TNM/Por Redação com G1   
FOTO: Reprodução TV Globo

Após eleição de Bolsonaro, dólar opera no patamar de R$ 3,60

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), no patamar de R$ 3,60, após Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil e o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dizer que a prioridade será a reforma da previdência. A moeda chegou a ser negociada a R$ 3,5823.

Às 9h48, a moeda norte-americana caía 1,15%, vendida a R$ 3,6097.

Desde maio, a moeda não era negociada abaixo de R$ 3,60 – no dia 10 daquele mês, o dólar fechou em R$ 3,5461.

Em seu discurso após ser declarado vitorioso, Bolsonaro prometeu respeitar a Constituição, fazer um governo democrático e unificar o país, além de defender compromisso com a responsabilidade fiscal.

Paulo Guedes declarou que buscará zerar o déficit fiscal, fazer a reforma da previdência e do Estado, acelerar as privatizações, simplificar e reduzir impostos, além de eliminar encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamentos – medidas bem vistas pelo mercado.

Agenda reformista

De acordo com a Reuters, o recuo do dólar ante o real já durante a corrida pelo segundo turno das eleições foi em decorrência da precificação da presença do liberal Paulo Guedes na equipe de Bolsonaro como ministro da Fazenda, responsável por implementar medidas caras ao mercado, como ajuste fiscal, privatizações e reforma da Previdência. Mas esse otimismo entre os investidores só vai se manter se a agenda reformista andar.

“O mercado confia no Paulo Guedes, há a crença de que ele pode atrair investimentos grandes e duradouros para o país, o que significa que pode entrar bastante dinheiro no Brasil e o dólar vai ficar mais barato”, avaliou à Reuters o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

Desta forma, entre os profissionais do mercado, segundo a Reuters, a moeda entre R$ 3,60 e R$ 3,70 seria um bom intervalo de preços para esse cenário principal imediato, com potencial adicional de queda com novidades que agradem o mercado, como a confirmação de que Ilan Goldfajn pode permanecer na presidência do Banco Central, cargo que ocupa desde junho de 2016.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,75 para R$ 3,71 por dólar, segundo previsão de economistas de instituições financeiras divulgada pelo boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”. Para o fechamento de 2019, permaneceu estável em R$ 3,80 por dólar.

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