1 dez, 2018
Falta de planejamento e crise financeira fecham mais de 6 mil empresas no estado

Falta de planejamento é um dos fatores determinantes para o fechamento de um negócio

 TNM/Por Tatianne Brandão | Portal Gazetaweb.com   

FOTO: Divulgação

A crise econômica que vem assolando o Brasil desde 2014 parece longe de acabar. Isso vem refletindo diretamente nas micro e pequenas empresas, que desempenham um papel fundamental na economia do país, sendo grandes geradoras de empregos. Em Alagoas, somente até o mês de agosto deste ano, mais de 6 mil empresas encerraram suas atividades.

Mas, esse quadro não se dá somente pela crise. Muitos empreendimentos encerram suas atividades por falta de um fator extremamente importante: o planejamento.

As pequenas empresas representam 98% dos estabelecimentos abertos, mais de 27% do PIB do Brasil, e empregam mais de 55% da força de trabalho no Brasil. Além disso, desde o início do ano que elas geram mais empregos que as grandes empresas. Porém, é considerada alta a taxa de mortalidade dessas empresas no Brasil. Em Alagoas, o cenário não é diferente.

Em 2018, segundo dados da Junta Comercial de Alagoas, até o mês de agosto mais de 6.300 empresas fecharam as portas no estado. Os segmentos que mais contaram com extinções foram: comércio; alojamento e alimentação; indústrias de transformação; atividades administrativas e serviços complementares; transporte; armazenagem e correio. Apesar disso, Alagoas aponta para um crescimento nas áreas do comércio e serviços.

Segundo o gerente da Unidade de Relacionamento Empresarial do Sebrae/AL, Marcos Alencar, são diversos os fatores que contribuem para o fechamento de uma empresa.

“Vai desde a escolha inadequada do ponto do comércio, falta de capital de giro, pela ausência de ações comerciais e mercadológica, pela crise econômica que afeta o poder de compra do consumidor, até o planejamento adequado do negócio. O fato de o empresário dominar uma técnica, não vai garantir uma empresa de sucesso”

Ele garante que é fundamental gestão e planejamento antes de entrar no ramo empresarial. “No final das contas, diversos fatores combinados acabam prejudicando o funcionamento de uma empresa, levando o empresário a tomar a decisão de fechar o estabelecimento. É importante verificar, mesmo, se o empresário tem perfil para ser um empreendedor. Ter uma empresa não é sinônimo de ser empreendedor”.

Para Marcos, a crise não é a única explicação para o fechamento das empresas, pelo contrário, ela pode ser a oportunidade do empresário pensar diferente e buscar novas ferramentas para o crescimento.

“Muitas empresas fecharam, é bem verdade. Mas, por que outras não fecharam? O que elas fizeram para manterem competitivas? Com certeza a crise também deve ter afetado a maioria das empresas, mas cada empresa reage de acordo com nível de maturidade da gestão do empresário. Há empresas que mudaram de estratégia, ampliaram canais de comercialização, reduziram custos, ocuparam espaços deixados pela concorrência e com isso cresceram. Há outras que não suportaram os desafios e acharam por bem, por prudência, fechar. Mas, a crise não é a única responsável”, analisa o gerente.

A Juceal analisa os números de fechamentos como algo natural, tal a facilidade para promover abertura, alteração ou até mesmo extinção empresarial, principalmente pelo desenvolvimento da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado. Com a desburocratização e a agilidade empregada no serviço, as empresas que fecham dão lugar a instalação de novos negócios, dando movimentação na economia do estado.

Isso explica o número de empresas abertas no mesmo período do ano, de acordo com a Juceal, mais de 13 mil empresas foram abertas em Alagoas em 2018 até o momento. Segundo dados do Portal do Empreendedor, do Governo Federal, em 2017 quase 80 mil empresas optantes pelo MEI estavam ativas no estado.

O resultado no nascimento dessas empresas sinaliza os efeitos do “empreendedorismo por necessidade”, já que muitos brasileiros que perderam o emprego durante a crise enxergaram no empreendedorismo a saída para voltar ao mercado de trabalho. No primeiro semestre de 2018, o Brasil passou de um milhão de MEIs formalizados, representando 81,8% do total de novas empresas.

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