8 mai, 2019
Situação do Mutange é pior do que a do Pinheiro, diz geólogo

Geólogo sobre Pinheiro: “Este foi o trabalho mais importante que já fizemos”

Laudo apontou que problemas no solo é reflexo da extração do sal-gema

TNM/Por Patrícia Mendonça | Portal Gazetaweb.com   

Apresentação do laudo da CPRM aconteceu em audiência pública e foi reproduzido ao vivo no Facebook

FOTO: Reprodução/Facebook

O Serviço Geológico do Brasil, durante a divulgação do laudo sobre o solo dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, na manhã desta quarta-feira (8), afirmou que esta investigação na região foi a mais importante realizada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) em todo o país.

“Agradeço muito pela confiança em nome de toda a equipe da CPRM. Este trabalho foi muito duro e, certamente, o mais importante que nós já fizemos em nossas vidas”, disse o assessor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Thales Queiroz Sampaio.

Agora, após a conclusão da investigação e apresentação do laudo, a CPRM vai continuar atuando no caso apenas como assessoria das defesas civis municipal e federal. O Serviço Geológico disse que, em breve, lançará um novo mapa integrado com detalhes sobre às áreas de risco, o qual irá apontar os índices de risco de todos os bairros atingidos.

Durante a leitura do laudo, Thales Queiroz disse, ainda, que o agravamento da situação daqueles bairros deve-se a falta de saneamento básico e de uma rede de drenagem.

“A instabilidade do terreno é agravada pelos efeitos erosivos provocados pelo aumento da infiltração da água da chuva em função do aumento significativo da permeabilidade. Os quebramentos que vocês observam nas casas é acelerado pela existência de pequenas bacias que acumulam água. Ou seja, a falta de uma rede de drenagem efetiva e de saneamento é o que piora aquela situação. Esta é a conclusão do Serviço Geológico do Brasil”, disse.

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Conclusão é dos técnicos que elaboraram laudo sobre instabilidade do solo no Pinheiro

TNM/Por Thiago Gomes | Portal Gazetaweb.com   

Lêdo – Gazeta de Alagoas

As primeiras rachaduras no solo e nos imóveis, gerando ampla repercussão em Alagoas, apareceram no bairro do Pinheiro, mas os geólogos que estudaram a localidade e apontaram as causas da instabilidade no solo chegaram a conclusão de que a situação no Mutange seria pior.

“A gente entende que o quadro do Mutange é mais grave do que o Pinheiro. E esta conclusão se deve por causa do platô”, afirmou o assessor de Hidrologia do Serviço Geológico Nacional, Thales Queiroz.

O laudo divulgado na manhã desta quarta-feira (8) revelaram que a extração de sal-gema naquela área causaram a desestabilização do solo na região, com fissuras e afundamento (crateras). O relatório foi conclusivo, segundo informou a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico).

Após a apresentação, integrantes da Defesa Civil Nacional, que estão em Maceió para acompanhar os trabalhos de conclusão dos estudos, garantiram que nos próximos dias sairá o decreto reconhecendo calamidade pública nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

A partir dele, a União deve liberar recursos para que o Município de Maceió adote ações emergenciais para garantir a integridade dos moradores e de quem têm negócios nestas localidades. Já no laudo, a CPRM recomenda medidas para melhorar a questão da erosão e do saneamento nestas regiões.

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