12 mai, 2019
Bolsonaro diz que governo vai corrigir tabela do IR pela inflação em 2020

Redutor de renda

(Brasília - DF, 08/04/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante gravação da entrevista para TV Jovem Pan com Augusto Nunes. Foto: Marcos Corrêa/PR

(Brasília – DF, 08/04/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante gravação da entrevista para TV Jovem Pan com Augusto Nunes. Foto: Marcos Corrêa/PR

Presidente vê imposto de renda como redutor de renda

Bolsonaro diz que governo vai corrigir tabela do IR pela inflação em 2020

Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (12) que o governo vai corrigir a tabela do imposto de renda do ano que vem pela inflação.

“Hoje em dia o imposto de renda é um redutor de renda. Eu falei com o [ministro da Economia] Paulo Guedes que este ano, no mínimo temos que corrigir de acordo com a inflação, a tabela do ano que vem”, declarou Bolsonaro, em entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da Rádio Bandeirantes.

Bolsonaro disse que passou a Guedes a orientação para que, “se possível”, também se amplie o limite de dedução que os contribuintes podem ter com gastos de educação e saúde.

“É a orientação que eu dei para ele. Quero que ele cumpra. Orientação não é ordem, mas pelo menos corrigir o imposto de renda pela inflação, isso com certeza vai sair”, afirmou o presidente.

Em um estudo de janeiro deste ano, o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) calculou que, desde 1996, a defasagem média acumulada na tabela do imposto de renda é de 95,46%.

“A não correção da Tabela do IR pelo índice de inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que pagava no ano anterior”, justificou o Sindifisco, em seu estudo.

Na entrevista deste domingo, Bolsonaro tratou ainda da reforma da Previdência, principal prioridade da equipe econômica comandada por Guedes. Segundo ele, a mudança no sistema de aposentadorias é “a grande vacina” que o Brasil precisa no momento.

Ainda na pauta econômica, Bolsonaro defendeu medidas na área de combustíveis. Após reafirmar que “não tem ingerência” na política de preços da Petrobras, o presidente defendeu que os usineiros possam vender etanol diretamente para os postos de gasolina, sem a necessidade de intermediação de uma distribuidora.

Segundo Bolsonaro, isso pode diminuir o preço do litro do etanol em 20 centavos, aumentando a competitividade desse combustível em relação a gasolina.

“Se agirmos com racionalidade, temos como buscar soluções para o nossos problemas”, concluiu o presidente. (Folhapress)

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