16 mai, 2019
Audiência discute riscos da situação do Pinheiro para município de Coqueiro Seco

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Estudos chegaram a ser feitos na lagoa; Defesa Civil refutou qualquer possibilidade de tragédia na cidade

TNM/Por Larissa Bastos e Tatianne Brandão   

Situação foi discutida em reunião no fórum de Santa Luzia

FOTO: Tatianne Brandão

Uma audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira (16) para discutir os riscos para Coqueiro Seco com relação à situação do bairro do Pinheiro, em Maceió. Na ocasião, a Defesa Civil Estadual refutou qualquer possibilidade de tragédia no município. O órgão tem o prazo de 15 dias para apresentar conclusões técnicas de que a população e a cidade não serão atingidos.

De acordo com o estudo feito pelo Serviço Geológico do Brasil, CPRM, a causa do problema está nas minas de sal. O estudo mostrou uma distância de 3,5 km entre elas e Coqueiro Seco. “Todo estudo feito pela CPRM não tem indicativo de problemas na cidade. O problema é restrito aos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

Não existe epicentro na lagoa, o epicentro está nas minas, bem distante de Coqueiro Seco”, afirmou o representante da Defesa Civil Estadual, tenente Augusto.

Segundo ele, não será preciso realizar novos estudos. “Não há necessidade do mesmo estudo feito no Pinheiro porque são duas áreas totalmente diferentes, geologicamente falando. A questão do afloramento foi apenas um dos estudos que foi feito na margem de Coqueiro Seco, mas foi feito por viários motivos.

Nos estudos do Pinheiro ficou explicado que esse problema foi restrito aos poços da Braskem”.

O promotor Lucas Carneiro disse que a ação tinha o intuito de tomar medidas preventivas e não uma ação para responsabilização. Um dos objetivos era que as coordenações de Defesa Civil Municipal, Estadual e Nacional trabalhassem de forma coordenada.

“O objetivo foi cumprido hoje quando foram apresentadas essas informações. Me parece que não vai ter efeito com relação ao município de Coqueiro Seco.

Então, o objetivo da ação principal, essa atuação coordenada, uma obrigação exigida em lei, foi cumprido hoje. A população pode ficar tranquila. Só falta uma conclusão específica que está faltando; precisamos de uma conclusão técnica de que Coqueiro Seco não vai ser atingindo. Isso não havia ainda no relatório”, disse.

De acordo com a procuradora-geral do município, Ana Karine Almeida, isso deve ser feito agora. “A Defesa Civil vai trazer esse laudo da CPRM para os autos do processo e também vai apresentar uma explicação informando que o município está afastado dessa região de Pinheiro, Mutange e Bebedouro”, apontou ela, acrescentando que desde abril existe uma ação preventiva conjunta entre as Defesas Civis Municipal e Estadual.

“Agora, só vamos trazer esse laudo que vai dizer mais claramente que o município não vai ser afetado. A juíza vai analisar, mas o próprio promotor já solicitou a extinção do feito porque perde-se o objetivo e ele recebe todas as informações necessárias”, acrescentou ela durante a audiência, realizada no Fórum de Santa Luzia.

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