20 mai, 2019
O autogolpe vem a galope

Blog do Bob

ok-bolsonaro-marcelo-camargo-abr-e1548013316342Autogolpe segundo a definição clássica é quando um governante eleito por meios legais articula um movimento para dissolver o Congresso ou para diminuir o poder do legislativo tornando-o impotente perante ao poder Executivo.

TNM/por Aprigio Vilanova*

Segundo diversos especialistas esta campanha promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) caminha neste sentido. A manifestação convocada por Bolsonaro e articulada no submundo da internet, com milícias virtuais e disparos de postagens por robôs, alimenta esta preocupação.

Durante a campanha presidencial, o general Hamilton Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, chegou a afirmar que não descartava a possibilidade de um autogolpe com apoio das Forças Armadas em caso de anarquia.

O cerco ao Judiciário e ao Legislativo estimulado por Bolsonaro é sinal perigoso para a normalidade institucional. Muitos dos grupos que o apoiaram já pularam do barco e não corroboram com a movimentação articulada pelo Palácio do Planalto.

O MBL e o Vem Pra Rua, dois dos movimentos que articularam as manifestações para derrubar a presidente Dilma Rousseff (PT), não embarcaram na movimentação atípica do Executivo. A deputada estadual, Janaína Paschoal (PSL-SP), autora do pedido de impedimento de Dilma, também não embarcou e, desde então, vem fazendo críticas duras ao posicionamento de Bolsonaro.

Com esta postura, Bolsonaro conseguiu desagradar todos os lados. Aliados de primeira hora do bolsonarismo já não escondem a insatisfação e o arrependimento. O astrólogo e guru, Olavo de Carvalho e o cantor símbolo da ascensão da direita, Lobão, também pularam do barco.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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