19 jul, 2019
Deputados cobram ações do governo Renan Filho por vítimas de tragédia geológica

Renan Filho defende a Braskem prometendo mais do que a ciência pode garantir

Comissão da ALE reclama que a Defesa Civil de Maceió atua sem apoio do Estado

Deputados alagoanos deram mais uma demonstração pública da falta de empenho do governo de Renan Filho (MDB) pelas vítimas da tragédia geológica que afeta bairros de Maceió (AL), ao cobrar, na última quarta-feira (17) a participação do governo de Alagoas em ações conjuntas pelos alagoanos afetados pelos danos causados pela mineradora Braskem. A cobrança foi feita pelos integrantes da Comissão Especial do Pinheiro da Assembleia Legislativa (ALE), em reunião com o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias.

A tragédia fez a terra tremer na capital alagoana e ameaça a vida de milhares de maceioenses, vítimas da atividade de extração de sal-gema que reativou uma falha geológica adormecida há milhões de anos, segundo laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

No encontro, foi questionado o desinteresse do governo estadual na implantação de um Centro Integrado de Apoio aos moradores dos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e, mais recentemente, do Bom Parto. E o presidente da comissão, deputado Cabo Bebeto (PSL-AL), apresentou as demandas para as áreas atingidas.

Os parlamentares enfatizaram que, desde maio deste ano, quando foi divulgado o relatório da CPRM com o diagnóstico da tragédia apontando a Braskem como causadora dos danos, somente a Defesa Civil Municipal vem conduzindo atividades assistenciais.

Outro ponto de cobrança foi a necessidade de parceria entre as secretarias de Infraestrutura do Estado e do Município, para intensificar os trabalhos de drenagem nas áreas atingidas.

“Ainda solicitamos providências do secretário Fábio Farias, sobre o problema de remanejamento da população das áreas consideradas de maior risco”, disse o deputado Cabo Bebeto, que teve a cobrança reforçada pelos deputados Davi Davino (PP), Léo Loureiro (PP) e Jó Pereira (MDB), integrantes da comissão especial.


Deputados Davi Davino e Cabo Bebeto cobram empenho do Estado a secretario do Gabinete Civil de Alagoas, Fábio Farias. Foto: Divulgação

Sem tempo a perder

A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) expôs há mais de um mês a perspectiva de uma tragédia anunciada, que exige medidas de evacuação imediatas da população das áreas críticas com solo danificado pela mineradora Braskem.

Ainda em maio, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), encaminhou ofício ao seu adversário político, Renan Filho, cobrando apoio e atuação eficaz e permanente do governo de Alagoas, na execução de um plano estratégico para resguardar a vida de milhares de moradores, bens e instalações nos bairros.

Graças à atuação do Ministério Público e da Defensoria Pública de Alagoas, a Prefeitura de Maceió já agiliza a destinação de R$ 3,7 bilhões da Braskem bloqueados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), para socorrer as vítimas. E Rui Palmeira esteve na quarta-feira (17), em Brasília (DF), onde discutiu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e com o secretário nacional de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, a liberação de R$21 milhões em recursos para aluguel social e mais verbas para obras de infraestrutura para os bairros.

A Braskem afirma que ainda busca as causas dos problemas de que é denunciada como causadora. E diz ter compromisso pela busca de respostas e soluções para os problemas. 

A assessoria de imprensa do Governo de Alagoas não respondeu ao pedido do Diário do Poder por um posicionamento sobre a cobrança dos parlamentares.

Clique no Mapa de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias elaborado pela CPRM e saiba mais:

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