12 ago, 2019
Papa Francisco autoriza que Banco do Vaticano tenha auditores externos

Prédio que abriga Instituto para Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano

Prédio que abriga Instituto para Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano Foto: DW / Deutsche Welle

O órgão, instituído em 1942 por Pio XII, garante a custódia e a administração dos bens e imóveis do Vaticano e de contas de funcionários

Roma – O papa Francisco renovou os estatutos do Instituto para as Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, introduzindo a figura um auditores externo de contas, dentro das normas internacionais, informou a Santa Sé neste sábado.

O órgão, instituído em 1942 por Pio XII, garante a custódia e a administração dos bens imóveis transferidos e doados ao IOR, por pessoas físicas e jurídicas, destinados a obras de caridade, além de administrar contas bancárias de funcionários e autoridades do Vaticano.

Em uma disposição publicada hoje, o papa renovou por dois anos os estatutos do IOR, que foram aprovados em 1990 por João Paulo II.

Entre as principais novidades está a implantação da figura de um auditor externo, que poderá ser uma pessoa física ou uma empresa, por isso, acabam a figura de três auditores internos que havia no Banco do Vaticano, cujos cargos eram renováveis.

A Comissão de Cardeais será responsável por nomear os auditores, que atuarão pelo período de três exercícios financeiros consecutivos, em mandato que poderá ser renovado apenas uma vez.

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Com a renovação dos estatutos, os órgãos do IOR terão quatro órgãos: a Comissão de Cardeais, composta por cinco cardeais designados por Francisco; o Conselho de Superintendência que passa de cinco para sete integrantes; o Prelado; e o Conselho de Administração, com a figura de um diretor-geral.

Neste último, em que o responsável pode ser nomeado por cinco anos, com uma única renovação ou ter mandato sem prazo definido, a novidade é que o tempo no cargo será encerrado quando se alcançar os 70 anos.

O Banco do Vaticano publicou em junho deste ano os resultados econômicos de 2018, com a divulgação de lucro de 17,5 milhões de euros (R$ 77,2 milhões), o que representa queda de 45% com relação aos 12 meses anteriores.

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