19 ago, 2019
Com obras de hospitais em atraso, Renan Filho muda entrega e anuncia novas datas

longa espera

Com obras de hospitais em atraso, Renan Filho muda entrega e anuncia novas datas

Governador apresentou cronograma de obras da saúde

FOTO: arquivo/Gazetaweb

Em entrevista coletiva, governador falou sobre unidades hospitalares na capital e no interior; primeiro a ser entregue será Hospital da Mulher

TNM/Por Larissa Bastos e Felipe Guimarães  

Mais de um ano. Esse será o atraso na inauguração do Hospital da Mulher, inicialmente prometido pelo governador Renan Filho para o mês de junho de 2019. Em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (19), ele anunciou que a unidade hospitalar deve ser aberta à população apenas no dia 30 de setembro deste ano.

Na ocasião, ele apresentou o cronograma das obras da área da Saúde. Segundo o gestor, no mês de novembro devem ser entregues as Unidades de Pronto Atendimento do Jacintinho e do Tabuleiro do Martins. A primeira, porém, deveria estar funcionando desde agosto do ano passado, de acordo com promessa do próprio Renan.

Outro atraso fica por conta do Hospital Metropolitano de Maceió, cujas obras tiveram início ainda em 2017. Prometendo 180 leitos, a unidade deveria ter sido inaugurada no final de 2018, de acordo com a previsão inicial de Renan Filho. Na coletiva, contudo, o governador afirmou que isso deve acontecer apenas no segundo semestre de 2020.

“O Hospital Metropolitano está com 90% das obras prontas e vai estar com as obras concluídas em dezembro deste ano. Entretanto, um hospital não se entrega quando a obra termina. Ainda vamos ter que fazer ambientação, implantar móveis, equipamentos”, afirmou ele nesta segunda-feira.

Durante a entrevista, ele prometeu ainda entregar em novembro agora a reconstrução do Hospital Ib Gatto, na cidade de Rio Largo. Já para o interior, foram anunciadas para o segundo semestre do ano que vem e o início de 2021 as entregas de hospitais em União dos Palmares, Porto Calvo e Delmiro Gouveia.

O objetivo das obras é desafogar o fluxo no Hospital Geral do Estado (HGE), que futuramente atenderá somente os casos de emergência. Na ocasião, ele confirmou a superlotação do local. “Hoje ele atende urgências, emergências e boa parte das cirurgias eletivas, mas sozinho ele não dá conta de atender o crescimento da população”.

Além dos atrasos, o custo das obras também mais que dobrou. De acordo com informações oficiais divulgadas em abril de 2018 pela Agência Alagoas, os novos hospitais somavam investimentos de R$ 90 milhões. Um ano depois, o gasto dos mesmos pulou para R$ 211 milhões, segundo dados levantados pelo repórter Arnaldo

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