7 nov, 2019
Estados do Nordeste firmam compromissos sustentáveis em conferência no Recife
Estados do Nordeste firmam compromissos sustentáveis em conferência no Recife
Governadores firmam pacto na Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no Recife (PE). Foto: Hélia Scheppa/SEI

Pacto impõe metas para priorizar agenda para descarbonização até 2030 e zerar emissão em 2050

Governadores e representantes de estados do Nordeste assinaram, nesta quarta-feira (6), a Declaração do Recife, firmando compromisso com diretrizes de desenvolvimento sustentável para o poder público, empresas e a sociedade civil.

O documento foi assinado durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, que acontece na capital pernambucana até sexta-feira (8). E o governo federal não enviou representante para o evento.

O pacto impõe metas para priorizar o cumprimento da agenda de descarbonização até 2030 e para zerar a emissão em 2050. E foi elaborado por entidades públicas e privadas, organizações não governamentais e acadêmicos, no evento que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-25), marcada para dezembro, na Espanha.

“A carta traz compromissos diferenciados para cada um dos atores. Para os empresários, um deles é o limite do aumento da temperatura a 1,5°C. Para os governos, a gente sugere planos de adaptação e mitigação dos gases do efeito estufa.

A sociedade civil tem a missão de monitorar esses compromissos assumidos e a academia tem o papel de olhar para as carreiras do futuro e incorporar no ensino básico a educação climática”, afirmou a coordenadora de projetos ambientais no Instituto Ethos, Flávia Resende, para a reportagem do G1.

Associação Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente (Abema) aproveitou o evento para apresentar a Carta dos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente pelo Clima, que ratifica os impactos do clima nas escalas regional e local. O documento foi assinado por instituições dos 26 estados e do Distrito Federal.

Anfitrião do evento, o governador Paulo Câmara (PSB) reforçou o alerta de que o desenvolvimento sustentável precisa atrair os olhares de todos os povos e nações e exige uma resposta urgente de toda a sociedade.

“Precisamos buscar ações que garantam um desenvolvimento sustentável, e nessa conferência vamos discutir e analisar temas importantes para o futuro, não apenas de Pernambuco ou do Nordeste, mas de todo o Brasil e do mundo”, alertou Câmara.

Coincidência com óleo no NE

A Conferência Brasileira de Mudança do Clima foi criada porque, em 2018, a União retirou a candidatura para que o Brasil sediasse a COP25.

O presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, lamentou que a conferência seja contemporânea do derramamento de óleo nas praias, maior desastre ambiental do Nordeste.

“Realizar essa conferência é quase tão ousado e comprometido quanto a atitude de muitos que, em todo o litoral do Nordeste, limpam as praias com os meios que tem à disposição. Não sabemos ainda a consequência para a saúde dessas pessoas, mas de seus gestos surge um efeito misto de admiração e indignação, sobretudo a inspiração de uma atitude de podermos engajar a nossa liberdade, participação e comprometimento”, pontuou Magri.

A Declaração do Recife está disponível na internet e pode ser assinada por outros governos estaduais e entidades privadas. (Com informações do G1 e Governo de Pernambuco)

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