10 nov, 2019
Polícia Federal faz buscas para obter provas sobre atos irregulares durante o Enem

PF apura fraudes de R$ 457 milhões em licitações e desvios no DNIT de Minas

Polícia Federal. Foto: Arquivo/ABR

Alvos da Operação Thoth são residências de duas aplicadoras do exame em Fortaleza (CE)

A Polícia Federal deflagrou neste sábado (9), em Fortaleza (CE), a Operação Thoth, para recolher provas que esclareçam os atos irregulares cometidos durante a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último fim de semana.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 12ª Vara Federal de Fortaleza, nas casas de aplicadoras dos exames, suspeitas de irregularidades, e identificadas mediante levantamento realizado em cooperação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Durante as buscas, foram apreendidos os celulares das aplicadoras que serão submetidos à perícia.

As investigações continuam para apurar todas as circunstâncias dos fatos.

As duas suspeitas poderão ser indiciadas pelo crime de Fraude em Certames de Interesse Público, Art. 311-A, III do Código Penal Brasileiro e, caso condenadas, estarão sujeitas a penas que podem chegar, considerada ainda a causa de aumento de pena do parágrafo 3º, a mais de cinco anos de reclusão, além de multa.

A PF segue investigando, com o apoio do INEP, outros casos relatados no Rio de Janeiro e na Bahia.

Thoth, nome com qual foi batizada a operação, é o deus egípcio da escrita e da sabedoria. Os egípcios acreditavam que ele criara os Hieróglifos (caracteres utilizados para a escrita no Egito antigo).

Thoth era também conhecedor da matemática, astronomia, magia e representava todos os conhecimentos científicos, o que traduz o universo em que estão envolvidos os candidatos do Enem. (Com informações da Comunicação Social da PF)

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