Após 3 meses, Espanha vive último dia do estado de alerta pelo coronavírus

A Espanha vive neste sábado (20) o seu último dia do estado de alerta por causa do novo coronavírus.

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Funcionário de aeroporto de Barajas, em Madri, checa temperatura de passageiros que vão embarcar em voo para Pequim (China) neste sábado (20)
FOTO: Pierre-Philippe Marcou/AFP

Uso de máscaras segue obrigatório quando não se puder respeitar a distância de 1,5 metro sob pena de multa. ‘Continuamos vulneráveis’, diz premiê

TNM/Por G1 | Portal Gazetaweb.com

A Espanha vive neste sábado (20) o seu último dia do estado de alerta por causa do novo coronavírus. Há mais de três meses, o país, um dos europeus mais atingidos pela pandemia de Covid-19, vivia sob restrições em uma tentativa de combater a doença. Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirma que o país segue “vulnerável” e pede colaboração da população.

O fim do estado de alerta encerra as restrições de mobilidade, mas não significa o fim das medidas de distanciamento social e de reforço na higiene. O uso de máscaras será obrigatório quando não se puder respeitar a distância de 1,5 metro sob pena de multa de até 100 euros (R$ 590).

O ambiente de trabalho também deve adotar medidas de segurança como adoção de turnos para evitar aglomerações. Os controles sanitários nos aeroportos permanecem em vigor.
Abertura de fronteiras
As fronteiras com os vizinhos europeus serão reabertas, com exceção de Portugal, que só terá permissão para circular no país a partir de 1º de julho. A partir do próximo mês, a Espanha também reabrirá suas fronteiras com países fora da União Europeia.

Cerca de 600 fiscais do ministério da Saúde controlarão a chegada de todos os visitantes do exterior nos aeroportos espanhóis.
Os visitantes devem passar suas informações de contato e endereço, e terão a temperatura verificada e inspeção visual.

Se não passarem em algum desses exames, serão atendidos por um médico e, quando necessário, atendidos pelo sistema de saúde da região a que chegaram.
‘Continuamos vulneráveis’

Primeiro-ministro Pedro Sánchez faz coletiva de imprensa neste sábado (20) em Madri, na Espanha
FOTO: José Maria Cuadrado Jimenez-AF
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez um pronunciamento neste sábado em que afirmou que o pior da pandemia já passou, mas alerta para o risco de uma nova onda de contágios.

“O vírus pode voltar, e pode nos atingir de novo em uma segunda onda. Continuamos sendo vulneráveis. Teremos que manter a guarda alta (…) e continuar a seguir as regras de higiene e de proteção. Cada um de nós pode ser um muro frente ao vírus, ou uma via de contágio, depende de nós”, declarou o premiê.
Sánchez também pediu união dos partidos da oposição em um momento em que União Europeia se mobiliza para impulsionar o crescimento econômico da região. ?O mais útil é unir forças. O mais eficaz é cooperar?, afirmou o premiê no Palácio de La Moncloa, segundo o jornal ?El País?.

Estado de alerta
O estado de alerta foi decretado inicialmente por 15 dias, em 14 de março, mas foi prorrogado por seis vezes. A partir de domingo (21), a gestão da crise sanitária ficará a cargo das administrações regionais.

O país vem flexibilizando as regras de confinamento por regiões há algum tempo de maneira que nem todas elas chegam nas mesmas condições ao fim do estado de alerta, como explica o ?El País?.

Na segunda-feira (15), a Galícia foi a primeira região a entrar na ?nova normalidade?. Nessa sexta-feira (19), juntaram-se o País Basco, a Cantábria (que recuperou a mobilidade entre os dois territórios) e a Catalunha.

O restante do país está na fase 3, exceto Madri e quatro províncias de Castela e Leão (Segóvia, Soria, Ávila e Salamanca) que permanecem na fase 2.
Mais de 245 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus, o Sars-Cov-2, e mais de 28 mil morreram no país, de acordo com balanço da universidade americana Johns Hopkings.

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