Charge julho 2020 interna

Caberá aos Estados e não ao presidente Jair Bolsonaro, decidir sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a pandemia causada pelo coronavírus. É isso o que a maioria dos ministro do Supremo Tribunal Federal deve decidir, caso a questão chegue à Corte.

Bolsonaro, obviamente, não gostou de saber que já existe maioria no Supremo contrária à decisão dele de tornar a vacina opcional, e tenha – pasmem! -, ”ensinar” os ministros a aplicarem o Direito e a interpretarem a própria Constituição.

Mais hilário, impossivel.

Há bolsonaristas que seguem à risca o que o presidente diz e esses têm o direito de não tomarem a vacina e se ontaminarem, mas, em contrapartida, têm o dever de não contaminarem ninguém e, para isso, devem ser exemplarmente punidos caso descumpram a determinação sobre a obrigatoriedade  de serem vacinados – e isso, repito, é uma decisão exclusiva dos governadores.

O Supremo já está informado sobre a existência desses bolsonaristas negacionistas, não só pelas manifestações públicas deles, como também pelas pesquisas realizadas pelas Universidades de Brasília e de Goiás.

Essa pesquisa das duas universidades federais mostra também que os bolsonaristas, no caso de se vacinarem, optam pela vacina produzida nos Estados Unidos e recusam a vacina produzida na China.

É assim mesmo, porque cada país tem o povo que merece, ainda que – felizmente -, esse tipo de gente não forma a maioria da população.