{"id":45712,"date":"2025-08-21T19:04:25","date_gmt":"2025-08-21T22:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/?p=45712"},"modified":"2025-08-21T19:21:07","modified_gmt":"2025-08-21T22:21:07","slug":"baque-mulher-maceio-comemora-2-anos-de-fundacao-em-24-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/2025\/08\/21\/baque-mulher-maceio-comemora-2-anos-de-fundacao-em-24-de-agosto\/","title":{"rendered":"Baque Mulher Macei\u00f3 comemora 2 anos de funda\u00e7\u00e3o em 24 de agosto"},"content":{"rendered":"<header>\n<nav class=\"navbar navbar-expand-lg header-interna\" aria-label=\"Offcanvas navbar large\">\n<div class=\"container\">\n<div id=\"menuinternatnh1\" class=\"offcanvas offcanvas-start\" tabindex=\"-1\" aria-labelledby=\"menuinternatnh1Label\">\n<h1 class=\"text-center titulo-artigo mb-3\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/media\/_versions\/2025\/08\/baque-mulher-maceio-divulgacao_widemd.png\" alt=\"Imagem Baque Mulher Macei\u00f3 comemora 2 anos de funda\u00e7\u00e3o em 24 de agosto\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" class=\"lazyload\" \/><\/h1>\n<h1 class=\"text-center titulo-artigo mb-3\"><span style=\"font-size: 16px;\">TNM\/Por Reda\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/nav>\n<\/header>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-8 mx-auto\">\n<div class=\"artigo_texto\">\n<p>No dia 24 de agosto, o Maracatu Baque Mulher Macei\u00f3 comemora seu segundo ano de exist\u00eancia com muito ax\u00e9 e empoderamento feminino. A comemora\u00e7\u00e3o acontece a partir das 15h00, na Escola Estadual Professora Erotildes Rodrigues Saldanha (Feitosa), onde o Baque Mulher realiza seus encontros semanais.<\/p>\n<p>Na programa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do bate papo com a professora Elaine Lima (Ifal), sobre o tema \u201cEu-mulher: Territ\u00f3rio de Lutas e Liberdade\u201d, haver\u00e1 um momento para prestigiar as \u201cfemenageadas\u201d Joyce Nobre, Suham Torres, M\u00e3e Gesse de Oxum e Zeza do Coco, seguida de uma performance conduzida por Suham, da apresenta\u00e7\u00e3o do Baque Mulher (BM) e do cortejo pelas ruas do Feitosa. Como o Baque Mulher \u00e9 um movimento de empoderamento feminino por meio do maracatu e da sororidade, a comemora\u00e7\u00e3o do seu anivers\u00e1rio n\u00e3o poderia deixar de contar com a presen\u00e7a de mulheres emblem\u00e1ticas de Macei\u00f3.<\/p>\n<p>A batuqueira Isadora Arcanjo, integrante da ala do agb\u00ea, comemora com alegria esses dois anos de exist\u00eancia do Baque: \u201cVer o BM completar dois anos \u00e9 sentir, de verdade, o que diz a m\u00fasica t\u00e3o querida pelo nosso grupo de batuqueiras: Hoje tem alegria. E \u00e9 mesmo alegria, mas tamb\u00e9m resist\u00eancia\u201d. Ela afirma a import\u00e2ncia dos maracatus para a mem\u00f3ria da resist\u00eancia negra em Alagoas: \u201cO maracatu, em Alagoas, carrega a mem\u00f3ria da quebra do Xang\u00f4 e de um hist\u00f3rico de repress\u00e3o que ainda deixa marcas profundas. Para as mulheres, esse caminho sempre foi, e continua sendo, mais dif\u00edcil: muitas vezes proibidas, invisibilizadas ou tendo sua lideran\u00e7a negada\u201d.<\/p>\n<p>B\u00e1rbara Dantas, que assumiu recentemente a coordena\u00e7\u00e3o do grupo, tamb\u00e9m fala da import\u00e2ncia do Baque para sua vida: \u201cPosso afirmar que participar do Baque Mulher me devolveu a vitalidade que eu tanto buscava, alinhada ao meu prop\u00f3sito. Passei muitos anos em espa\u00e7os coletivos, mas me afastei por diversas raz\u00f5es, entre elas: minha sa\u00fade mental. Pelo mesmo motivo, sentia a necessidade de retornar a um espa\u00e7o como este: um lugar de acolhimento e musicalidade. Foi ent\u00e3o que, de forma despretensiosa, fui a um evento na Ufal e encontrei o caminho at\u00e9 o BM\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFoi, sem d\u00favida, uma das melhores escolhas que j\u00e1 fiz. Viver a coletividade \u00e9 for\u00e7a vital para mim e, quando \u00e9 entre mulheres, essa for\u00e7a se potencializa ainda mais\u201d, afirma B\u00e1rbara.<\/p>\n<p><strong>O Movimento Baque Mulher<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a da mulher no maracatu sempre foi essencial para sua exist\u00eancia e brilho na hist\u00f3ria da cultura popular brasileira. Por\u00e9m, por muito tempo, suas fun\u00e7\u00f5es eram mais concentradas nos bastidores das na\u00e7\u00f5es e nas alas de dan\u00e7a. De uns anos pra c\u00e1, isso tem mudado de forma significativa para a vida de muitas mulheres dentro do contexto do maracatu.<\/p>\n<p>Mestra Joana Cavalcante teve e tem uma atua\u00e7\u00e3o essencial ao incentivar mulheres a ecoarem seus tambores e cada vez mais ocuparem os cortejos de carnaval, seja na dan\u00e7a ou tocando qualquer instrumento. Em 2008, nas ruas do Recife Antigo, come\u00e7ou a promover encontros entre as mulheres e meninas da sua comunidade para tocar o maracatu, al\u00e9m de terem momentos de confraterniza\u00e7\u00e3o e lazer. Atrav\u00e9s desses encontros, o debate de que as mulheres sofrem com o machismo e com a viol\u00eancia dom\u00e9stica dentro da comunidade passou a ser cada vez mais necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Mestra Joana fundou o Grupo de Maracatu Baque Mulher. A partir da\u00ed, a \u00fanica Mestra de Maracatu foi se tornando inspira\u00e7\u00e3o para outras mulheres que tamb\u00e9m buscavam se empoderar e superar a realidade de suas comunidades, em seus mais diversos contextos.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2016 nascia mais uma grande a\u00e7\u00e3o: Mestra Joana e o Baque Mulher articularam o coletivo Feministas do Baque Virado, hoje chamado de Movimento de Empoderamento Feminino Baque Mulher, que tem por objetivo alinhar posicionamentos e fomentar a partir do maracatu de baque virado, projetos voltados para o empoderamento feminino. Assim, membras do Baque Mulher espalhadas pelo Brasil, e fora dele, se veem motivadas a realizar a\u00e7\u00f5es em suas pr\u00f3prias comunidades, suas cidades e suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, sempre apoiadas nos fundamentos do Baque Mulher e sob orienta\u00e7\u00f5es de Mestra Joana.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, mulheres de v\u00e1rios estados t\u00eam se identificado com a proposta, somando for\u00e7as ao movimento que hoje conta com mais de 300 batuqueiras, sendo que a maioria se concentra em Recife, mas outras tantas se encontram difundidas por todo o Brasil e fora do mesmo. Por isso, acredita-se que cada vez mais o grupo Baque Mulher tem ampliado sua rede de interven\u00e7\u00e3o, se tornando um movimento social de alcance nacional e que tem suas a\u00e7\u00f5es realizadas em cidades do norte ao sul do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"d-flex justify-content-center my-3\">\n<div id=\"intext4_alright\" data-desktop=\"300x250\" data-mobile=\"300x250\">\n<div id=\"supertag-ad-tipwkr5u7\" data-google-query-id=\"CMXA-ZjwnI8DFXpc3QIdNcILyA\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TNM\/Por Reda\u00e7\u00e3o No dia 24 de agosto, o Maracatu Baque Mulher Macei\u00f3 comemora seu segundo ano de exist\u00eancia com muito ax\u00e9 e empoderamento feminino. A comemora\u00e7\u00e3o acontece a partir das 15h00, na Escola Estadual Professora Erotildes Rodrigues Saldanha (Feitosa), onde o Baque Mulher realiza seus encontros semanais. 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