{"id":53436,"date":"2026-04-12T12:23:24","date_gmt":"2026-04-12T15:23:24","guid":{"rendered":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/?p=53436"},"modified":"2026-04-12T12:25:17","modified_gmt":"2026-04-12T15:25:17","slug":"entenda-por-que-o-radio-e-a-sola-do-sapato-ainda-superam-o-digital-no-interior-de-al-nas-eleicoes-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/2026\/04\/12\/entenda-por-que-o-radio-e-a-sola-do-sapato-ainda-superam-o-digital-no-interior-de-al-nas-eleicoes-de-2026\/","title":{"rendered":"Entenda por que o r\u00e1dio e a \u2018sola do sapato\u2019 ainda superam o digital no interior de AL nas elei\u00e7\u00f5es de 2026"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.cadaminuto.com.br\/\"><img decoding=\"async\" class=\"w-[10.894rem] h-[1.138rem] sm:w-auto sm:h-auto lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.cadaminuto.com.br\/logo.svg\" alt=\"Cadaminuto\" width=\"249\" height=\"26\" data-nimg=\"1\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 249px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 249\/26;\" \/><\/a><\/p>\n<header class=\"border-b sm:border-none\">\n<nav class=\"container mx-auto px-6 sm:px-0\">\n<div class=\"hidden sm:flex sm:flex-wrap sm:justify-between sm:items-center sm:h-14 border-b\">\n<picture class=\"w-full block relative h-[272px] sm:w-[697px] sm:h-[465px] mb-4 sm:mb-[2.813rem]\"><img decoding=\"async\" class=\"object-cover rounded-lg w-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/img.cadaminuto.com.br\/cadaminuto\/imagens\/0906bcc6-5432-4f10-a01a-80a81e0ea479.jpeg\/:\/rs=w:697,h:465,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true\" alt=\"Entenda por que o r\u00e1dio e a \u2018sola do sapato\u2019 ainda superam o digital no interior de AL nas elei\u00e7\u00f5es de 2026\" data-nimg=\"fill\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" \/><\/picture>\n<div id=\"intext1_alright\" data-ad-inserido=\"true\">\n<div id=\"alright-easy-tswl2mf12\">Enquanto as bolhas das redes sociais fervem com pol\u00eamicas e an\u00fancios patrocinados, o destino das elei\u00e7\u00f5es 2026 em Alagoas continua sendo tra\u00e7ada longe das telas dos Smartphones.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/nav>\n<\/header>\n<div>\n<div class=\"container mx-auto px-6 sm:px-0 pt-10 sm:pt-0 mb-16\">\n<div class=\"hidden sm:flex sm:justify-center my-10\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1696386787760-11\" data-google-query-id=\"CPiC4cjM6JMDFQY4uQYd87AdWw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8238562\/CM_INTERNA_728x90_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col sm:flex-row justify-between gap-8\">\n<article class=\"__className_cad5a1 sm:w-[43.5rem] min-w-0\">\n<div class=\"text-[0.875rem] leading-[1.026rem] text-gray-400 mb-4\">TNM\/Por <strong>Railton T. da Silva<\/strong><\/div>\n<picture class=\"w-full block relative h-[272px] sm:w-[697px] sm:h-[465px] mb-4 sm:mb-[2.813rem]\"><source data-srcset=\"https:\/\/img.cadaminuto.com.br\/cadaminuto\/imagens\/0906bcc6-5432-4f10-a01a-80a81e0ea479.jpeg\/:\/rs=w:364,h:272,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true\" media=\"(max-width: 600px)\" \/><\/picture>\n<div class=\"text-[1.1rem] post-content mb-12\">\n<p>Em an\u00e1lise exclusiva ao\u00a0<strong>Cada Minuto<\/strong>, a cientista pol\u00edtica e professora adjunta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Luciana Santana, aponta que, apesar do avan\u00e7o da conectividade, o estado ainda preserva uma din\u00e2mica pol\u00edtica tradicional, na qual o r\u00e1dio e o contato direto em munic\u00edpios de pequeno porte t\u00eam mais peso do que os algoritmos.<\/p>\n<p>Para a especialista, a conectividade em Alagoas \u00e9 um fen\u00f4meno complexo. \u201cO que precisamos entender \u00e9 se essa conex\u00e3o representa melhor qualidade da informa\u00e7\u00e3o ou se torna o eleitor mais vulner\u00e1vel \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, avalia. Para Santana, o \u201cbarulho digital\u201d em Macei\u00f3 muitas vezes n\u00e3o ultrapassa as fronteiras da Regi\u00e3o Metropolitana com a mesma for\u00e7a.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/cadaminuto-app-2.s3.amazonaws.com\/imagens\/9d6998fd-f8be-468f-b61f-ee178820fe91.webp\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" class=\"lazyload\" \/><figcaption>Cientista politica e professora da UFAL, Luciana Santana<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alagoas \u00e9 formada por munic\u00edpios pequenos, segundo Santana, onde a rotina da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 ditada por meio de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais. Nesses locais, o r\u00e1dio continua sendo a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o, e a influ\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 constru\u00edda no contato pessoal.<\/p>\n<p>\u201cA rede social \u00e9 uma ferramenta importante, mas n\u00e3o substitui o modelo cl\u00e1ssico de fazer pol\u00edtica no interior. O di\u00e1logo direto com as bases e o papel do r\u00e1dio ainda s\u00e3o os grandes trunfos para quem busca o voto no interior do estado\u201d, explica a cientista pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Um ponto cr\u00edtico levantado por Santana \u00e9 a qualidade do conte\u00fado que chega ao eleitor conectado. Alagoas, ao mesmo tempo em que se digitaliza, enfrenta o desafio da desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a professora, o eleitorado mais vulner\u00e1vel acaba sendo alvo f\u00e1cil de narrativas distorcidas que se espalham rapidamente por aplicativos de mensagem, sem o filtro do jornalismo profissional.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com ela, a estrat\u00e9gia pol\u00edtica em 2026, portanto, n\u00e3o deve se resumir ao Instagram ou TikTok. Segundo a an\u00e1lise, vencer\u00e1 quem conseguir equilibrar o discurso moderno das redes com a capacidade de \u201cgastar sola de sapato\u201d e dialogar com o eleitor que ainda prioriza a confian\u00e7a no l\u00edder local e no r\u00e1dio de pilha.<\/p>\n<p><strong>As emendas e o peso pol\u00edtico de AL nas elei\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com a cientista pol\u00edtica, o protagonismo pol\u00edtico de Alagoas no cen\u00e1rio federal n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno recente, mas o reflexo de lideran\u00e7as consolidadas que det\u00eam um expressivo capital eleitoral.<\/p>\n<p>Em sua an\u00e1lise sobre o peso dos ministros alagoanos em Bras\u00edlia, Santana destacou que nomes como Renan Filho, Marx Beltr\u00e3o e Luciano Barbosa deixaram legados importantes para o estado em diferentes pastas.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, embora o trabalho de um ministro deva ser focado no pa\u00eds, a presen\u00e7a de alagoanos em cargos de comando gera ganhos para o estado, ainda que esses avan\u00e7os n\u00e3o supram todas as necessidades de uma regi\u00e3o marcada por profundas desigualdades.<\/p>\n<p>Outro ponto crucial da an\u00e1lise refere-se ao uso das emendas impositivas, que Santana classifica como um \u201ctrunfo\u201d nas m\u00e3os das lideran\u00e7as partid\u00e1rias. Em ano de elei\u00e7\u00e3o, o uso dessas emendas se intensifica, pois o objetivo central dos pol\u00edticos \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o do poder e a visibilidade eleitoral.<\/p>\n<p>\u201cQuem vai ter maior \u00eaxito \u00e9 quem conseguir utilizar melhor o seu discurso e dialogar melhor com as bases\u201d, afirma, destacando que a estrat\u00e9gia pol\u00edtica muitas vezes se sobrep\u00f5e ao planejamento de longo prazo.<\/p>\n<p><strong>A \u201casfixia\u201d da terceira via e o \u2018familismo\u2019\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para Luciana Santana, o desenho pol\u00edtico imp\u00f5e um sistema de \u201casfixia\u201d para qualquer tentativa de terceira via. O cen\u00e1rio \u00e9 polarizado por dois grande eixos que dominam a estrutura partid\u00e1ria e o capital financeiro.<\/p>\n<p>De acordo com docente, de um lado, o grande grupo liderado por Arthur Lira (PP) e o PL, fortemente ligado ao bolsonarismo e que um dia j\u00e1 foi ligado a JHC; do outro, a alian\u00e7a Lula e os Calheiros (PT e MDB).<\/p>\n<p>\u201cO sistema asfixia alternativas que n\u00e3o orbitam esses polos\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, destaca que, embora o PT e o PL tenham pesos ideol\u00f3gicos distintos, em Alagoas as siglas funcionam muito como suporte para as lideran\u00e7as locais.<\/p>\n<p>Um dos pontos mais cr\u00edticos da an\u00e1lise da cientista pol\u00edtica \u00e9 o chamado \u201cfamilismo\u201d, que ela aponta como a principal barreira para a renova\u00e7\u00e3o. Santana exemplifica que as grandes lideran\u00e7as n\u00e3o pensam apenas na pr\u00f3pria carreira, mas na continuidade do poder dentro de seus cl\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201cArthur Lira planeja sua sa\u00edda da C\u00e2mara, mas j\u00e1 projeta o filho para manter o espa\u00e7o. O mesmo ocorre com JHC, que foca em eleger a m\u00e3e, a irm\u00e3 e a esposa para consolidar seu grupo\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Esse modelo de sucess\u00e3o, segundo Santana, tamb\u00e9m est\u00e1 presente no grupo de Renan Calheiros, cria um c\u00edrculo fechado onde a renova\u00e7\u00e3o de nomes \u00e9 substitu\u00edda pela perpetua\u00e7\u00e3o de sobrenomes, dificultando o surgimento de lideran\u00e7as que venham de fora dessas estruturas tradicionais.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o da an\u00e1lise aponta para uma Alagoas em que a pol\u00edtica \u00e9, sobretudo, um jogo de xadrez geracional e financeiro. Lideran\u00e7as consolidadas ampliam o uso das emendas e fortalecem seus grupos, enquanto a \u201crenova\u00e7\u00e3o\u201d ainda busca espa\u00e7o al\u00e9m das telas da capital.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o estado caminha para uma elei\u00e7\u00e3o em que a manuten\u00e7\u00e3o do poder segue como a \u00fanica regra que n\u00e3o muda.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alagoas \u00e9 formada por munic\u00edpios pequenos, segundo Santana, onde a rotina da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 ditada por meio de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais. Nesses locais, o r\u00e1dio continua sendo a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o, e a influ\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 constru\u00edda no contato pessoal.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":53439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20,12,23,25,10,32,8,24,9,33,35,34,15,27,28],"tags":[],"class_list":["post-53436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-interior","category-justica","category-ploitica","category-policia","category-policia-2","category-politica","category-politica-2","category-politica-politica","category-religiao-2","category-religiao","category-saude","category-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53436"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53441,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53436\/revisions\/53441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tudonominuto.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}