Após receber grupo que defende tratamento de “ozônio pelo ânus”, Saúde não recomenda a prática

A não recomendação por parte do ministério está de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), que também desaconselha o uso laboratorial da ozonioterapia.

O Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria, que o efeito da ozonioterapia em humanos infectados por coronavírus (Sars-Cov-2) ainda é desconhecido e não deve ser recomendado como prática clínica ou fora do contexto de estudos clínicos. A pasta se baseia em uma nota técnica publicada em abril deste ano.

Na segunda-feira (3), o ministro Eduardo Pazuello recebeu um grupo formado por médicos e parlamentares que defendem o uso do ozônio como forma de tratamento para o coronavírus. A prática já é usada em três hospitais do sul do país e ganhou notoriedade após o prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, defender a aplicação do gás pelo ânus.

A não recomendação por parte do ministério está de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), que também desaconselha o uso laboratorial da ozonioterapia. Especialistas alertam que a chamada ozonioterapia é uma prática experimental, permitida somente em estudos que sigam critérios definidos e acompanhem a evolução dos pacientes.

A Prefeitura de Itajaí alega que, para adotar o método, o município se inscreveu em um estudo da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), que vai analisar o impacto dessa técnica na evolução dos casos positivos de Covid-19.

O grupo é coordenado pela médica Maria Emilia Gadelha Serra. Em postagem no facebook, ela disse ter recebido “sinal verde” da pasta para seguir com pesquisas de tratamento da ozonioterapia em pacientes com Covid-19.

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