Brasileira da ginástica de trampolim é pega no doping, mas ainda pode disputar as Olimpíadas

Federação Internacional de Ginástica considera que não houve falta significativa de Camilla Gomes e aplica suspensão retroativa, liberando a ginasta para competir

TNM/Por Redação do ge — Lausanne, Suíça

A Federação Internacional de Ginástica (FIG) anunciou na semana passada que Camilla Gomes, principal atleta do Brasil na ginástica de trampolim, foi flagrada em exame antidoping por uso de canrenone, um diurético proibido. No entanto, a Comissão Disciplinar da FIG considerou que não houve falta ou negligência significativa. A suspensão de quase nove meses foi retroativa, começou no dia 30 de novembro de 2019 e se encerrou no dia 17 de agosto de 2020. Assim, a ginasta de 26 anos ainda tem chances de disputar as Olimpíadas de Tóquio no ano que vem.

Camilla foi pega em teste antidoping durante o Mundial de Tóquio, em novembro do ano passado, quando alcançou as semifinais na prova individual, a disputada nas Olimpíadas. Ela foi desclassificada da competição no Japão e de todos os eventos até o dia 29 de julho de 2020.

Em 2018, Camilla se tornou a primeira brasileira a se classificar para uma semifinal de Mundial na prova olímpica, ficando na 14ª posição.

A suspensão não teve grande impacto na caminhada de Camilla rumo aos Jogos de Tóquio. Ela tenta a vaga através do ranking da Copa do Mundo 2018-2021 e só vai perder o seu pior resultado, a 29ª colocação na etapa de Baku deste ano. Na 24ª posição do ranking (ainda sem os descartes de ginastas já classificadas), a brasileira precisa crescer nas três etapas de 2021 para chegar às Olimpíadas.

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