O elo de confiança entre Renan Filho e Luciano Barbosa se rompeu de vez

Não por acaso, lembra um importante ator do teatro político de Alagoas, o vice-governador se reuniu há mais de uma semana, em Maceió, com o senador Collor.
A informação persistente – de agora – dá conta de que Luciano Barbosa vai às últimas consequências na disputa pela vaga de candidato a prefeito de Arapiraca.

O caminho: a justiça.

Ele avalia que não tem muitas chances em Alagoas, mas em Brasília a situação pode se inverter. Não por acaso, lembra um importante ator do teatro político de Alagoas, o vice-governador se reuniu há mais de uma semana, em Maceió, com o senador Collor.

O dado a se considerar: o ex-presidente tem em Brasília um dos melhores escritórios de advocacia eleitoral do país – formado pelos irmãos Henrique e Fernando Neves (ex-ministros do TSE).

Saindo da seara jurídica, talvez a menos importante do caso no momento, a questão política tomou um rumo inimaginável para a grande maioria dos que desconhecem os bastidores políticos locais.

Barbosa e Renan Filho nunca foram muito chegados, e, mais do que isso, foram se afastando ano após ano, com o pior momento quando da prisão de parentes do vice-governador, chegando ao ponto de agora – de rompimento entre eles.

O elo da confiança se rompeu de vez e não há solda para isso (nem no poema de Confidências de Itabirano, de Drummond: “Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro./Noventa por cento de ferro nas calçadas./Oitenta por cento de ferro nas almas”).

O remédio, muito comum na atividade política, é o esquecimento – que precisa ser aceito pelas duas partes,  e que só é possível com a rendição de uma delas.

Barbosa jura que não vai mudar de opinião.

Mas o hoje é hoje e o amanhã é outro dia: se o vice continuar vice, Renan Filho e Renan pai terão dois anos para convencê-lo de que não resiste uma “amizade de infância” se não existe o perdão.

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