Na véspera, Lira havia atacado o relatório da CPI e dito que deputados não poderiam ser responsabilizados por opiniões que haviam emitido por terem imunidade em palavras e votos. Ele alertou que a iniciativa do Senado abre um “precedente perigoso”.Nesta quinta, Renan contestou o presidente da Câmara.

“É inacreditável o que ele (Lira) falou, até porque nós não tínhamos como deixar de sugerir o indiciamento dos parlamentares, uma vez que há provas sobejas da conduta criminal deles. E nós tínhamos que fazer, isso é uma regra geral. Não pode fazer com uns e não fazer com outros, porque são parlamentares”, disse o relator da CPI, após entregar o parecer ao Tribunal de Contas da União.

Uma comitiva da comissão, que encerrou os trabalhos com a aprovação do relatório final na terça, tem entregado a várias autoridades trechos do parecer para que as instituições e órgãos de investigação deem seguimento às apurações.

O grupo de senadores da CPI, entretanto, não vai entregar o relatório a Lira. Segundo Renan, um grupo de juristas vai elaborar –a partir das conclusões do parecer– um pedido de impeachment por crime de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro para ser apresentado à Câmara.

Caberá a Arthur Lira decidir sobre esse futuro pedido de impeachment. Aliado de Bolsonaro, ele até o momento não deu seguimento a qualquer dos mais de 100 pedidos de impedimento do presidente.