‘Não é fácil entender a velhice’, diz papa Francisco

Na mensagem, o pontífice ainda destacou que o mundo "vive um período de dura provação, marcado primeiro pela tempestade inesperada e furiosa da pandemia, depois por uma guerra que fere a paz e o desenvolvimento à escala mundial".
Papa Francisco durante audiência no Vaticano, em 7 de maio
Papa Francisco durante audiência no Vaticano, em 7 de maio

Foto: ANSA / Ansa – Brasil

Com dores no joelho que o impedem de caminhar normalmente, o papa Francisco admitiu nesta terça-feira (10) que “não é fácil entender” a velhice.

TNM/Ansa - Brasil

Pontífice enfrenta dificuldades para andar por dores no joelho

Aos 85 anos de idade, o líder católico foi forçado a cancelar compromissos e alterar o protocolo de celebrações nas últimas semanas por causa das dores crônicas em seu joelho direito, frutos de uma lesão nos ligamentos.

“As sociedades mais desenvolvidas gastam muito para esta idade da vida, mas não ajudam a interpretá-la: proporcionam planos de assistência, mas não projetos de existência”, acrescentou.

Segundo Francisco, muitos consideram a velhice como “uma espécie de doença com a qual é melhor evitar qualquer tipo de contato”.

“É a cultura do descarte, aquela mentalidade que, enquanto nos faz sentir diversos dos mais frágeis e alheios à sua fragilidade, permite-nos imaginar caminhos separados entre ‘nós’ e ‘eles’. Mas, na realidade, uma vida longa é uma bênção”, escreveu.

Na mensagem, o pontífice ainda destacou que o mundo “vive um período de dura provação, marcado primeiro pela tempestade inesperada e furiosa da pandemia, depois por uma guerra que fere a paz e o desenvolvimento à escala mundial”.

“Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado”, disse Francisco, em referência ao conflito russo-ucraniano.

“Perante tudo isto, temos necessidade de uma mudança profunda, de uma conversão que desmilitarize os corações, permitindo a cada um reconhecer no outro um irmão. E nós, avós e idosos, temos uma grande responsabilidade: ensinar às mulheres e aos homens do nosso tempo a contemplar os outros com o mesmo olhar compreensivo e terno que temos para com os nossos netos”, salientou.

Ansa - Brasil  

 

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