Para Cuba, retirada de sanções americanas é “pequeno passo na boa direção”, mas não modifica embargo

Os Estados Unidos anunciaram a flexibilização de uma série de restrições a Cuba, impostas durante o governo de Donald Trump. Havana comemorou a decisão, mas lembrou que ela não modifica o embargo em vigor desde 1962. 
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Os Estados Unidos anunciaram a flexibilização de uma série de restrições a Cuba, impostas durante o governo de Donald Trump. Havana comemorou a decisão, mas lembrou que ela não modifica o embargo em vigor desde 1962.
TNM/RFI

“O anúncio do governo americano é um pequeno passo na boa direção”, tuitou o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez. No entanto, “nem os objetivos, nem os principais instrumentos da política dos Estados Unidos contra Cuba, que é um fracasso, mudam”, reiterou.

Para a diplomacia cubana, “as medidas são positivas, mas têm alcance muito limitado”. Um comunicado publicado na página do Ministério das Relações Exteriores do país afirma que a decisão compreende “algumas promessas do presidente [Joe] Biden durante a campanha eleitoral de 2020 para aliviar as decisões desumanas tomadas pelo governo do presidente [Donald] Trump, que levaram o embargo a níveis sem precedentes, uma política de pressão máxima”.

O governo cubano sublinha que a decisão não interfere nas medidas econômicas tomadas pela administração anterior, como a proibição de viagens de americanos a Cuba. Além disso, “não cancela a determinação arbitrária e fraudulenta de colocar Cuba na lista dos países que apoiam o terrorismo”. Para Havana, essa é “a principal causa das dificuldades que Cuba enfrenta”, impedindo o país de transações comerciais e financeiras com boa parte do mundo.

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