Mulher Abacaxi critica pressão estética no Carnaval; 50+ podem tudo

Musa trans defende autonomia corporal e espaço para mulheres 50+ na folia

 Mulher Abacaxi critica pressão estética no Carnaval; 50+ podem tudo

Musa trans defende autonomia corporal e espaço para mulheres 50+ na folia

Marcela Porto, conhecida como Mulher Abacaxi, aos 52 anos é atriz, caminhoneira e empresária que se tornou referência no Carnaval do Rio, atuando como musa trans da Estácio de Sá. Ela comenta a relação atual com a estética e a própria imagem na folia.Em entrevista exclusiva à revista Quem, Marcela afirma ter deixado de se importar com a aprovação alheia e admite ter feito muitas plásticas no passado, hoje mantendo apenas o que realmente incomoda. A transformação é interna, diz.Ela descreve o preparo para o carnaval como mais contido hoje, sem os exageros de outrora. O treino continua forte, mas sem extremos, buscando boa energia para desfilar e sambar.

A autocobrança, segundo Marcela, migrou de fora para dentro. Ela diz que a pressão vem principalmente de si mesma e que tem aprendido a resistir aos julgamentos nas redes sociais, onde o discurso costuma ser áspero.

Sobre os bastidores, a artista lembra sacrifícios como cortar doces e frituras. Já chegou a adotar dietas restritivas, relatando tonturas em ensaios técnicos por falta de energia, mas hoje busca equilíbrio e massa magra.

Marcela relembra uma polêmica antiga do Carnaval, quando esqueceu a parte de cima da fantasia. Hoje, ela destaca o aprendizado com a experiência, sem arrependimentos, e reforça o desejo de mostrar que mulheres 50+ podem tudo.

 

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