POLÍTICA ALTERNATIVA

Inácio Loiola alerta que Estado pode repetir declínio de Salvador, Recife e Fortaleza se mantiver foco exclusivo na capital alagoana
“Por que essas cidades não têm mais a notoriedade que tiveram antes? Porque não existia uma política de interiorização do turismo nesses estados”, analisou. Segundo o parlamentar, a falta de divulgação das atrações do interior tornou esses destinos dependentes de eventos sazonais ou limitados às praias das capitais.
O parlamentar argumentou que Alagoas possui potencial turístico distribuído em todas as regiões. “Nós temos potencialidades de norte a sul, de leste a oeste”, afirmou.
Loiola citou o complexo lagunar Mundaú-Manguaba como exemplo de atrativo subexplorado. “É inadmissível que a lagoa do Abaeté receba mais turistas do que as nossas lagoas”, comparou. A referência é ao ponto turístico de Salvador.
No litoral norte, o deputado mencionou as praias de Maragogi, Japaratinga e São Miguel dos Milagres. Ele cobrou maior visibilidade para a cidade de Porto Calvo e seu personagem histórico Domingos Fernandes Calabar. O parlamentar também destacou a navegação no rio Manguaba.
No litoral sul, Loiola citou Barra de São Miguel, Penedo e a foz do Rio São Francisco. Na Zona da Mata, ele mencionou a Serra da Barriga, em União dos Palmares, como símbolo de resistência contra a escravidão e atrativo de interesse mundial.
No Vale do São Francisco, o deputado destacou Piranhas, Pão de Açúcar e o povoado Ilha do Ferro, conhecido pelo artesanato em madeira. “O mundo todo conhece”, afirmou.
Loiola informou que a região dos Cânions do São Francisco, que abrange municípios como Piranhas, Olho d’Água do Casado e Delmiro Gouveia, “é a região que mais cresceu turisticamente, proporcionalmente, neste século, no Brasil”.
O deputado fez um apelo para que o poder público e o setor turístico invistam na divulgação das riquezas do interior alagoano. Ele alertou sobre as consequências da falta de interiorização turística.
“Se a gente não interiorizar o turismo no Estado de Alagoas, vai acontecer o que aconteceu com Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Eles divulgaram e venderam apenas as capitais, focando só nas praias, e não promoveram suas riquezas do interior”, afirmou.
Ao encerrar seu pronunciamento, o deputado citou o escritor russo Leon Tolstói para defender a valorização das raízes locais. “O ser humano só é universal quando canta a sua aldeia. E nós, alagoanos, precisamos cantar o nosso Estado para os quatro recantos deste país e para os quatro recantos do planeta Terra”, concluiu.
*com informações da assessoria



