
Diante das dificuldades para aprovar a proposta fiscal que deve ser votada na próxima semana, o governo Lula decidiu recorrer novamente ao deputado Arthur Lira (PP-AL) para tentar recompor a base de apoio e garantir a votação de medidas que podem render até R$ 30 bilhões à União em 2026. A iniciativa ocorre em meio ao desgaste com o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que não tem conseguido mobilizar votos suficientes para o Planalto.
Segundo informações da coluna de Cláudio Humberto, Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, reuniu-se na quarta-feira, 22, com dois aliados próximos de Lira para tentar apaziguar o clima. O ex-presidente da Câmara estaria irritado após o governo ameaçar a demissão de Carlos Vieira da presidência da Caixa Econômica Federal — indicação ligada ao alagoano.
A tensão aumentou quando o governo insinuou transferir cargos do banco estatal para a cota política de Hugo Motta, movimento que acirrou a disputa interna e revelou a fragilidade do comando do parlamentar para garantir o avanço de pautas do Executivo. Motta, por sua vez, tem dito que não há ambiente político para votações que impliquem aumento de impostos, contrariando a equipe econômica.


