Memória 8 de janeiro: fotos e imagens inéditas mostram danos provocados na Câmara e no Senado pelos invasores

Memória 8 de janeiro: fotos e imagens inéditas mostram danos provocados na Câmara e no Senado pelos invasores
Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Política

STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro

Programação relembra invasão das sedes dos poderes, em Brasília

TNM/Por Lucas Pordeus León / Agência Brasil
STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro
Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro – exigindo um golpe militar – invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF.

Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal.

A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.

Golpe de Estado

Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.

“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.

Atos golpistas

Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.

Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.

Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.

Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022.

Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições.

Imagens inéditas de câmeras de segurança mostram invasão do STF

Vídeos estão com a Polícia Federal e ajudarão nas investigações
TNM/Por André Richter – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 25/01/2023 – 18:11
Brasília
Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagens inéditas captadas por câmeras de segurança e de drones durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro mostram a ação de golpistas que invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os vídeos estão em poder da Polícia Federal (PF) para auxiliar na investigação dos fatos e na identificação dos vândalos.

Eles captaram os momentos que antecederam a depredação do Supremo e mostram a ação dos agentes da Polícia Judiciária para tentar conter os manifestantes, que tentaram entrar simultaneamente pela frente e pelo lado do edifício-sede.

Também é possível ver o recuo da tropa após a invasão e o momento da retomada da situação, que contou com ajuda de policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Policia Militar do Distrito Federal e do Comando de Operações Táticas (COT), grupo de elite da PF.

Imagens feitas pela Agência Brasil no dia dos ataques mostram a depredação do prédio do Supremo.

Barreiras

Um dos vídeos que fazem parte da investigação mostra que policiais não conseguiram impedir que golpistas chagassem ao Supremo. Uma barreira de proteção e um veiculo blindado (caveirão) foram utilizados pela PM, mas os golpistas conseguiram romper a barreira e ir em direção ao STF.

Ao chegarem ao Supremo, os manifestantes foram recebidos com bombas de efeito moral, granadas de fumaça e tiros de borracha. Contudo, homens da Policia Judiciária também não conseguiram conter os golpistas e decidiram recuar para tentar proteger outras instalações da Corte, como os anexos 1 e 2, onde estão localizados os setores administrativos e os gabinetes dos ministros. A estratégia foi impedir que os golpistas acessassem o subsolo do prédio. No local, oito golpistas foram presos pelas equipes do STF.

Vídeo feito por uma câmera instalada na roupa de um dos seguranças durante a ação mostra a visão dos agentes. É possível ouvir os tiros de festim, o barulho das bombas de efeito moral e os gritos de ordem dos golpistas.

Outras imagens mostram o momento do furto de uma réplica da Constituição e da toga de um dos ministros.

De acordo com fontes ouvidas pela Agência Brasil, a apuração preliminar dos fatos mostra que os golpistas tinham conhecimento prévio da localização das instalações do STF e usaram táticas de resistência contra a polícia, como uso de hidrantes e macas de brigadistas para quebrar câmeras de segurança e não serem identificados, uso da mangueira de incêndio para encharcar o local para amenizar os efeitos das bombas de gás, além do uso de máscaras de gás, estilingues e de bandeiras do Brasil contra tiros de bala de borracha.

Além disso, as mesmas fontes informaram que as guarnições da Polícia Militar que tentavam combater os manifestantes estavam sem equipamentos adequados, como capacetes e granadas, objetos que foram emprestados pela polícia do STF. Nenhum policial da Corte ficou ferido.

Descumprimento de acordo

Os mesmos investigadores apontam que a liberação da Esplanada dos Ministérios pelo governo do Distrito Federal foi decisiva para invasão do prédio. Um documento assinado por STF,  PF, PRF,  Detran e Câmara dos Deputados previa o fechamento da avenida no caso da presença de manifestantes no local.

Outro fator avaliado foi a falta de contenção dos protestos na Alameda dos Estados, localizada em frente ao Congresso Nacional.

Logo após a depredação, o STF iniciou a reforma do edifício-sede, onde está localizado o plenário da Corte. No dia 1º de fevereiro, a reforma deve ser finalizada e os ministros farão a primeira sessão presencial após os atos golpistas.

Atos antidemocráticos

Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente.

As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

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Política e Administração Pública

Memória 8 de janeiro: fotos inéditas mostram danos provocados na Câmara e no Senado pelos invasores

Algumas delas estarão em exposição no Salão Verde da Câmara, que estará aberta ao público de 9/1 até 29/3

Clauder Diniz/Câmara dos Deputados
Maquete do Congresso quebrada no Salão Verde (E) e escultura do anjo vandalizada
Salão Verde da Câmara: maquete do Congresso quebrada e escultura do anjo vandalizada, mas não danificada
Claudia Guimarães/Câmara dos Deputados
O que restou da maquete do Congresso, com uma das torres caídas ao lado
O que restou da maquete do Congresso, com uma das torres caídas ao lado
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Estação de votação de deputado quebrada no Plenário
Módulo de votação de deputado atingido no Plenário por um vidro quebrado por invasores no piso superior, ao lado da tribuna de imprensa
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Frase pichada no vidro quebrado do Salão Negro: "Destituição dos três Poderes"
Frase pichada no vidro quebrado do Salão Negro: “Destituição dos três Poderes”
Claudia Guimarães/Câmara dos Deputados
Presentes protocolares de autoridades estrangeiras que estavam expostos no Salão Verde
Presentes protocolares de autoridades estrangeiras que estavam expostos no Salão Verde
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Salão Branco (Chapelaria) alagado
Salão Branco (Chapelaria) alagado; invasores usaram mangueiras de incêndio contra policiais legislativos
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Jardim interno pisoteado
Jardim interno pisoteado; muitas bandeiras, garrafas plásticas e outros objetos foram deixados pelos invasores
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Jardim interno pisoteado
Grades do alto dos jardins internos foram arracandas, dando passagem aos invasores
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Marca de fogo em vidro de um jardim interno
Marca de fogo em vidro de um jardim interno; invasores usaram coquetéis molotov
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Quadro de fiação que os invasores tentaram indenciar e jardim usado na invasão
Quadro de fiação que os invasores tentaram incendiar e jardim usado na invasão, com rapel
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Devastação no Salão Azul do Senado
Devastação no Salão Azul do Senado
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Devastação no Salão Azul do Senado
Devastação no Salão Azul do Senado
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Cadeiras emplilhadas no Senado; garrafa plástica cheia de pedras e presa a uma alça, lançada pelos invasores
Cadeiras empilhadas no Senado; garrafa plástica cheia de pedras e presa a uma alça, lançada pelos invasores
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
câmeras de segurança do senado com fiação exposta
Invasores tentaram arrancar a fiação de câmeras de segurança do Senado
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Depredação de uma das entradas do Senado, com aparelho de raio x derrubado
Rodrigo Bittar/Câmara dos Deputados
Pedras e terra deixadas pelos invasores no Salão Azul do Senado
Pedras e terra deixadas pelos invasores no Salão Azul do Senado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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