Presidente da Colômbia diz que pegará em armas para defender o país, se necessário

Gustavo Petro responde a ameaça de intervenção militar feita por Donald Trump e afirma ter ordenado às forças públicas que atirem contra qualquer invasor
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, que poderá voltar a empunhar armas para defender a soberania do país, se necessário.

TNM/

A declaração foi uma resposta direta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no domingo não descartou uma operação militar contra o território colombiano. Petro também disse ter dado ordem à força pública para atirar contra qualquer “invasor”.

Em publicação na rede social X, o mandatário colombiano, que integrou o movimento guerrilheiro M-19 na década de 1980, afirmou: “Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”.

Petro reforçou que a Constituição ordena às forças públicas defender a soberania popular e estabeleceu um comando direto: “Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha”. Ele acrescentou que a ordem é “não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor”.

O presidente também defendeu sua legitimidade e rejeitou as acusações feitas por Trump, que, sem apresentar provas, o chamou de “doente” e o acusou de produzir e vender cocaína.

Petro listou ações de seu governo no combate ao narcotráfico, afirmou que seus extratos bancários foram publicados e declarou: “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário”.

As declarações ocorrem no contexto da crise regional desencadeada pela operação militar dos EUA que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Petro finalizou sua mensagem expressando confiança no povo colombiano para defendê-lo de “qualquer ato violento ilegítimo”.

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