Nome de Renan Filho ganha força como possível vice de Lula em 2026

Nos bastidores, a avaliação é de que Lula busca redesenhar sua chapa para ampliar o tempo de televisão e atrair partidos e lideranças de centro, centro-direita e direita, reduzindo o espaço do campo bolsonarista

Política

Nos bastidores, a avaliação é de que Lula busca redesenhar sua chapa para ampliar o tempo de televisão e atrair partidos e lideranças de centro, centro-direita e direita, reduzindo o espaço do campo bolsonarista

TNM/Por Redação
Em publicações recentes nas redes sociais, o ministro dos Transportes, Renan Filho, fez uma sinalização pública de possível despedida do cargo, em meio às movimentações políticas voltadas para as eleições de 2026.A estratégia incluiu uma referência ao cantor porto-riquenho Bad Bunny e um balanço das principais realizações da pasta, como mudanças na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), leilões de infraestrutura e obras em diferentes regiões do país.

De acordo com o jornalista Voney Malta, o gesto ocorre no momento em que o nome de Renan Filho começa a circular como possível candidato à vice-presidência na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso o MDB venha a ocupar a vaga. A possibilidade foi mencionada publicamente pelo próprio presidente na semana passada.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), pai do ministro, afirmou que o tema foi discutido em uma conversa com Lula e outro parlamentar no fim do ano passado, na Granja do Torto. Apesar disso, aliados ponderam que o cenário ainda está em formação e que não há definições consolidadas.

Nos bastidores, a avaliação é de que Lula busca redesenhar sua chapa para ampliar o tempo de televisão e atrair partidos e lideranças de centro, centro-direita e direita, reduzindo o espaço do campo bolsonarista, que atualmente tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Nesse contexto, interlocutores apontam que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já não teria o mesmo peso político observado em 2022. Lula teria, então, incentivado Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a assumirem maior protagonismo em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Paralelamente, o presidente mantém diálogo com lideranças de outras siglas, entre elas o senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, que busca apoio do PT para disputar a reeleição no Piauí.

 

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