Política
Comentário interno sobre possível indicação reacende debate sobre critérios para escolha de conselheiros
A hipótese envolve a aposentadoria do atual conselheiro e presidente da instituição, Fernando Toledo, pai do parlamentar. Segundo relatos atribuídos a funcionários antigos do tribunal, a sucessão seria construída dentro dos trâmites legais já adotados em outras indicações.
Pelo rito previsto, a vaga aberta no tribunal poderia ser disputada por indicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, com posterior nomeação pelo governador Paulo Dantas. Não há, até o momento, anúncio oficial sobre aposentadoria ou candidatura.
Nos corredores do chamado “palácio de vidro”, como é conhecida a sede do TCE na Avenida Fernandes Lima, o comentário é de que o processo ocorreria sem alterações formais em relação a escolhas anteriores. A diferença, segundo críticos, estaria no vínculo familiar direto entre o atual conselheiro e o possível sucessor.
A eventual indicação reacende discussões sobre critérios técnicos, meritocracia e renovação nos tribunais de contas estaduais. As vagas nessas cortes costumam ser preenchidas por escolha política, dentro das regras constitucionais.
Até o momento, nem Bruno Toledo nem Fernando Toledo se manifestaram publicamente sobre o assunto. Também não há confirmação oficial de abertura iminente de vaga no tribunal.
As informações sobre a movimentação de bastidores foram divulgadas pelo jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto.



