Parlamento Europeu enquadra governo Bolsonaro com advertência

A partir da posse de Bolsonaro, parece que a ordem é para desmatar a Amazônia. O presidente não pode negar esse incentivo, porque ele próprio “bateu boca” – pasmem! -, com ambientalistas e até com o presidente da França, Emmanuel Macron, que denunciaram o desmatamento criminoso.

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O estrago que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem causando ao Brasil não se restringe às queimadas e ao desmatamento na Amazônia, que vem aumentando criminosamente.

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TNM/Por Roberto Villanova

É verdade que, nessa destruição criminosa, Salles não está só; ele tem o apoio do próprio presidente Jair Bolsonaro, que destruiu toda estrutura de fiscalização, controle e punição às ações criminosas.

A partir da posse de Bolsonaro, parece que a ordem é para desmatar a Amazônia. O presidente não pode negar esse incentivo, porque ele próprio “bateu boca” – pasmem! -, com ambientalistas e até com o presidente da França, Emmanuel Macron, que denunciaram o desmatamento criminoso.

Bolsonaro também não queria o Ministério do Meio Ambiente e tentou incorporá-lo ao Ministério da Agricultura, sendo rechaçado pela ministra Tereza Cristina, que alertou o presidente sobre a reação internacional.

O presidente engoliu calado, mas não mudou de ideia sobre o desmatamento, que beneficia madereros e contrabandistas.

Mas, agora veio a fatura e Bolsonaro terá de mudar radicalmente de ideia, porque está sendo pressionado a demitir o Ricardo Salles, colocar no lugar alguém com conceito internacional na área da preservação ambiental.

É um baque para o presidente, porque é algo como ser obrigado a mudar de opinião radicalmente sob ameaça. Ou muda ou se isola e arrasta o país para a condição de lixo internacional.
O caso é tão sério que até os banqueiros Cândido Brecher, presidente do Itaú/Unibanco, e Otávio de Lazaré Júnior, presidente do Bradesco, aconselharam o governo brasileiro a defender a Amazônia de acordo com o que exige a comunidade internacional, ou seja, seguir à risca a orientação de preservação ambiental rigorosa.

Os 24 deputados que formam o Parlamento Europeu já enviaram carta de advertência a todos os embaixadores brasileiros na Europa e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o aviso curto e grosso: ou Bolsonaro para de incentivar o desmatamento na Amazônia e o ataque aos índios, ou o Brasil vai sofrer sanções comerciais gravíssimas.

Recomenda-se, então, que o presidente entenda o aviso, peça desculpas e sinalize que está de pleno acordo demitindo imediatamente o ministro Ricardo Salles, conhecido como “doutor Motosserra”.

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