
Política
Eduardo Canuto confirma convite e na sua vaga deve assumir Caio Bebeto; mais duas pastas mudam de comando: Cultura e Iprev
Por enquanto, foi divulgado apenas que a troca de comando visa adequar as pastas às recentes mudanças feitas por meio da reforma administrativa que havia sido realizada a partir da aprovação da Lei Delegada pela Câmara de Maceió. O prefeito já havia feito ajustes no organograma, mas ainda não tinha indicado os nomes que substituíram os antigos secretários.
A decisão de convocar um vereador – Eduardo Canuto – e o ex-vereador Francisco Sales é recente. O martelo foi batido na última sexta-feira. Com isso, o vereador Eduardo Canuto assume de novo a pasta municipal do Esporte. Ele já havia ocupado o posto de secretário em gestões municipais passadas, nas gestões dos prefeitos Cícero Almeida e Rui Palmeira (PSD), que atualmente é vereador.
A ida de Canuto para os Esportes abre espaço para mudanças também na Câmara de Maceió. O suplente de vereador Caio Bebeto assumirá a cadeira de Canuto nos próximos dias. Deixa a pasta de Esportes o ex-secretário Francisco Carlos do Nascimento, o ‘Chicão’.
Outra mudança a ser confirmada será na Secretaria Municipal de Cultura. Quem deve assumir é o ex-vereador Francisco Salles, que não disputou as eleições municipais passadas, apoiando o vereador eleito Jonatas Omena.
Salles já ocupou a pasta de Governo na 1ª gestão de JHC e é um dos nomes próximos do chefe do Executivo municipal. Antes, a pasta de Cultura era ocupada por Paulo Rodrigo Quirino, que havia sido indicado pelo ex-vereador Cleber Costa (PL), que tentou a reeleição, mas não obteve êxito nas urnas. Costa foi o primeiro secretário de Cultura, na primeira gestão de JHC, quando a pasta foi criada, passando a ser responsável também pela Fundação Cultural Cidade de Maceió.
Por fim, na 3ª mudança, Neto Andrade assume o Instituto da Previdência Municipal (Iprev), até então sob o comando de Ronnie Mota. O presidente do Iprev deve deixar o cargo com a imagem arranhada, depois de ter sido denunciado por desvio de recursos da Fundação Recriar, administrada pela Arquidiocese de Maceió.
Ronnie Rayner Teixeira Mota, ex-presidente do conselho fiscal da Fundação Recriar, foi denunciado junto com o padre Walfran Fonseca, ex-diretor tesoureiro da instituição. Eles são acusados de não prestarem contas de R$ 3 milhões de recursos federais, desviados entre 2018 e 2024. Os recursos deveriam ser usados em projetos sociais na área da dependência química, segundo a Arquidiocese de Maceió.
Na gestão do arcebispo Dom Beto, a Arquidiocese protocolou uma ação civil na 6ª Vara Cível de Maceió em abril de 2025, pedindo a devolução dos valores e a comprovação do uso correto do dinheiro público.
Mota, em contato com a reportagem da Tribuna Independente, disse à época que era inocente, mas que estava aguardando ter acesso aos autos do processo para preparar a sua defesa. Ele sabia que essa denúncia poderia custar o cargo que acabou de perder.




