Léo Loureiro critica decreto presidencial e defende o papel das Apaes na educação inclusiva

Vice-presidente da Apae alerta que novo decreto federal pode comprometer a autonomia das famílias e o trabalho das instituições especializadas]

POLÍTICA

 Léo Loureiro critica decreto presidencial e defende o papel das Apaes na educação inclusiva
Para ele, a medida coloca em risco o direito de escolha das famílias. – Foto: Assessoria

Vice-presidente da Apae alerta que novo decreto federal pode comprometer a autonomia das famílias e o trabalho das instituições especializadas

O vice-presidente da Apae Brasil, Léo Loureiro, manifestou forte preocupação com o novo decreto presidencial que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, lançado esta semana pelo Governo Federal. Para ele, a medida coloca em risco o direito de escolha das famílias e ameaça o trabalho histórico das instituições especializadas que acolhem, educam e cuidam de pessoas com deficiência em todo o país.“O decreto traz um retrocesso ao tentar uniformizar a inclusão sem considerar as particularidades de cada deficiência. As famílias conhecem as necessidades de seus filhos e devem continuar tendo o direito de escolher o melhor caminho educacional, seja na rede regular ou nas escolas especializadas, como as Apaes”, afirmou Loureiro.Segundo Léo Loureiro, o texto presidencial pode levar ao esvaziamento das Apaes e instituições afins, uma vez que determina a universalização das matrículas em escolas de ensino regular e prevê o atendimento educacional especializado apenas no contraturno.

“Na prática, muitas crianças e adolescentes com deficiências severas precisam de apoio integral, e o atendimento apenas complementar não é suficiente. A escola inclusiva é um ideal, mas não pode ser imposta como única opção. Inclusão de verdade é respeitar a individualidade”, pontuou Léo Loureiro.

Léo também criticou o fato de as Apaes não terem sido ouvidas antes da publicação do decreto. Após pressão social e mobilização nas redes, representantes da associação foram recebidos pelo Ministério da Educação, mas o governo manteve o texto e solicitou apenas sugestões de ajustes.

“Defendemos uma política que una forças, e não que exclua experiências que deram certo. As Apaes são referência mundial em educação, reabilitação e inclusão social. Ignorar esse trabalho é desconsiderar décadas de avanços”, reforçou o vice-presidente.

Para Léo , a educação inclusiva é um princípio inegociável, mas deve ser construída com responsabilidade, técnica e empatia.

“Não existe inclusão verdadeira sem escuta e sem estrutura. As Apaes continuarão lutando para garantir que nenhuma criança com deficiência seja invisibilizada em nome de um discurso bonito, mas desconectado da realidade”, concluiu.

 

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