
Vice-presidente da Apae alerta que novo decreto federal pode comprometer a autonomia das famílias e o trabalho das instituições especializadas
TNM/Assessoria
“Na prática, muitas crianças e adolescentes com deficiências severas precisam de apoio integral, e o atendimento apenas complementar não é suficiente. A escola inclusiva é um ideal, mas não pode ser imposta como única opção. Inclusão de verdade é respeitar a individualidade”, pontuou Léo Loureiro.
Léo também criticou o fato de as Apaes não terem sido ouvidas antes da publicação do decreto. Após pressão social e mobilização nas redes, representantes da associação foram recebidos pelo Ministério da Educação, mas o governo manteve o texto e solicitou apenas sugestões de ajustes.
“Defendemos uma política que una forças, e não que exclua experiências que deram certo. As Apaes são referência mundial em educação, reabilitação e inclusão social. Ignorar esse trabalho é desconsiderar décadas de avanços”, reforçou o vice-presidente.
Para Léo , a educação inclusiva é um princípio inegociável, mas deve ser construída com responsabilidade, técnica e empatia.
“Não existe inclusão verdadeira sem escuta e sem estrutura. As Apaes continuarão lutando para garantir que nenhuma criança com deficiência seja invisibilizada em nome de um discurso bonito, mas desconectado da realidade”, concluiu.



