Planeta semelhante à Terra pode estar em zona habitável a 146 anos-luz

Júpiter tem mais oxigênio que o Sol, revela nova descoberta

Ciência, Tecnologia e Inovação

Júpiter tem mais oxigênio que o Sol, revela nova descoberta
ESPAÇO E TECNOLOGIA
Planeta semelhante à Terra pode estar em zona habitável a 146 anos-luz

ASTRONOMIA

Pesquisadores utilizaram uma série de modelos computacionais que simulam os mecanismos internos do planeta

TNM/Por Sputnik Brasil
Júpiter tem mais oxigênio que o Sol, revela nova descoberta
Dados também revelaram a existência de múltiplos vórtices nos polos de Júpiter – Foto: © Foto / Imagem aprimorada por Kevin M. Gill (CC-BY) com base em imagens fornecidas como cortesia da NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS
A missão Juno, da NASA, que explora Júpiter desde 2016, trouxe à tona novas informações sobre a estrutura interna do planeta e os processos em suas principais luas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto, segundo o portal Universe Today.De acordo com a publicação, os dados coletados pela espaçonave permitiram aos cientistas determinar que Júpiter possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio do que o Sol.

Além disso, a equipe identificou que os processos de circulação atmosférica em Júpiter são significativamente mais lentos do que se estimava anteriormente. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram uma série de modelos computacionais que simulam os mecanismos internos do planeta.

“A descoberta de um teor de oxigênio acima do esperado em Júpiter pode ajudar os cientistas a refinar modelos de formação e evolução planetária, tanto em nosso sistema solar quanto além”, afirmam os pesquisadores.

Imagem da atmosfera e nuvens de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA
Imagem da atmosfera e nuvens de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA

Embora o oxigênio represente apenas uma fração da atmosfera de Júpiter — dominada por hidrogênio e hélio —, os cientistas destacam que essa presença é fundamental para determinar a composição exata do planeta.

Os dados também revelaram a existência de múltiplos vórtices nos polos de Júpiter, diferentemente do grande vórtice único observado em Saturno. Outro ponto relevante é a possibilidade de Júpiter não possuir um núcleo rochoso sólido, mas sim um núcleo “difuso”, formado por elementos pesados misturados ao hidrogênio.

Em relação às luas de Júpiter, a sonda Juno capturou imagens inéditas que proporcionaram novas descobertas.

Imagem de Júpiter tirada pela estação interplanetária automática Juno
Imagem de Júpiter tirada pela estação interplanetária automática Juno

Entre os destaques estão a intensa atividade vulcânica em Io, variações na espessura da camada de gelo de Europa, a confirmação do campo magnético próprio de Ganimedes e sinais de atividade interna em Calisto, mesmo sendo composta majoritariamente de gelo.

Quando a missão Juno chegar ao fim, devido ao esgotamento de combustível, a NASA planeja direcionar a espaçonave para a atmosfera de Júpiter. O objetivo é evitar qualquer risco de contaminação das luas por microrganismos terrestres.

Por Sputinik Brasil

Planeta semelhante à Terra pode estar em zona habitável a 146 anos-luz

Astro pode ter até 50% de estar na zona habitável de uma estrela parecida com o sol

TNM/Por Sputnik Brasil
Planeta semelhante à Terra pode estar em zona habitável a 146 anos-luz
Sinal inicial foi identificado por cientistas cidadãos – Foto: © Foto / NASA/JPL-Caltech/K. Miller
Um planeta com tamanho apenas 6% maior que o da Terra, localizado a 146 anos-luz, pode ter até 50% de chance de estar na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol. Identificado por uma equipe internacional de pesquisadores e pelo projeto de ciência cidadã Caçadores de Planetas, o exoplaneta gelado HD 137010 b pode se tornar alvo das próximas gerações de telescópios.Segundo artigo publicado no Astrophysical Journal Letters, HD 137010 b apresenta características similares às de Marte e orbita uma estrela relativamente próxima — cerca de 150 anos-luz de distância. Com cerca de 6% a mais do que o diâmetro da Terra, o planeta foi detectado por dados da missão K2, extensão do telescópio espacial Kepler, coletados em 2017.

De acordo com a pesquisadora Chelsea Huang, em entrevista ao The Guardian, o planeta tem uma órbita muito parecida com a da Terra, com duração aproximada de 355 dias. Huang ressaltou que, por estar mais próximo que outros candidatos habitáveis, como Kepler-186f, HD 137010 b representa uma oportunidade única para estudos detalhados.

Comparação de tamanho do HD 137010 b com a Terra (C) e Marte (D)
Comparação de tamanho do HD 137010 b com a Terra (C) e Marte (D)

A detecção ocorreu pelo método de trânsito, quando o planeta passa em frente à sua estrela e provoca um leve escurecimento. O sinal inicial foi identificado por cientistas cidadãos, entre eles Alexander Venner, que colaborou com o projeto enquanto ainda estava no ensino médio.

Venner afirmou, à mídia britânica, que a descoberta foi um marco em sua trajetória científica e descreveu como “incrível” a oportunidade de contribuir para um achado tão relevante. A equipe inicialmente duvidou do resultado, mas confirmou o trânsito após múltiplas análises.

Segundo Huang, o brilho e a proximidade da estrela tornam HD 137010 b um candidato ideal para investigações futuras com telescópios mais avançados. No entanto, a estrela é mais fria e menos brilhante que o Sol, sugerindo temperaturas superficiais possivelmente abaixo de –70°C.

A astrofísica Sara Webb, que não participou do estudo, considerou a descoberta promissora, mas alertou que apenas um trânsito foi observado — sendo que o padrão científico exige três para confirmar um exoplaneta. Webb ressaltou que HD 137010 b pode ser uma “super bola de neve”, um mundo gelado com vasta quantidade de água congelada, e lembrou que, mesmo relativamente próximo, levaríamos dezenas ou centenas de milhares de anos para alcançá-lo com a tecnologia atual.

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