Arcebispo de Maceió restringe missa tridentina e vira alvo de críticas

O arcebispo de Maceió, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, conhecido como Dom Beto, tornou-se alvo de uma onda de críticas após determinar a restrição da celebração da chamada missa tridentina nas igrejas da Arquidiocese

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Dom Carlos Alberto Breis Pereira, conhecido como Dom Beto

Dom Carlos Alberto Breis Pereira, conhecido como Dom Beto

Decisão de Dom Carlos Alberto Breis Pereira gera reação de grupos tradicionalistas
TNM/Por Redação0 Assessoria

O arcebispo de Maceió, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, conhecido como Dom Beto, tornou-se alvo de uma onda de críticas após determinar a restrição da celebração da chamada missa tridentina nas igrejas da Arquidiocese. A decisão, formalizada em nota oficial divulgada em fevereiro, tem como base o motu próprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco, que limita a celebração da forma extraordinária do rito romano.

Segundo a Arquidiocese, a missa em latim na forma extraordinária — também conhecida como rito tridentino — não possui autorização arquidiocesana. A nota esclarece, porém, que celebrações na forma ordinária (Novus Ordo), ainda que com partes em latim, podem ocorrer mediante consulta à paróquia específica. Antes da determinação, grupos tradicionalistas buscavam realizar o rito em capelas antigas e igrejas históricas do estado.

A Missa Tridentina, codificada em 1570 pelo Papa Pio V após o Concílio de Trento, caracteriza-se por ser integralmente celebrada em latim, com o sacerdote voltado para o altar (ad Deum), uso intenso de silêncio, incenso e ritos solenes que enfatizam o caráter sacrificial da celebração.

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A medida provocou reação de setores ligados ao tradicionalismo católico. Canais europeus de viés conservador, alguns associados a correntes próximas ao Opus Dei, passaram a atacar publicamente o arcebispo. A apresentadora Relda, do canal “Desde España”, afirmou em transmissão ao vivo que o “Brasil está na boca de todos” na mídia católica internacional. Em sua fala, classificou a decisão como autoritária e reproduziu publicações estrangeiras que acusam Dom Beto de ameaçar com “cisma e excomunhão” os fiéis que celebrarem a missa tridentina.

No centro do embate está também a compreensão sobre o modelo de Igreja defendido atualmente pelo Vaticano. A chamada Igreja Sinodal, conceito impulsionado pelo pontificado de Francisco, propõe um modelo baseado no “caminhar juntos”, com maior participação dos fiéis, escuta comunitária e corresponsabilidade pastoral.

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