O que causa a aurora boreal e por que o céu parece acender

Segundo a NASA e a NOAA, agência dos Estados Unidos que monitora clima espacial, a origem do fenômeno está no chamado vento solar: um fluxo constante de partículas liberadas pelo Sol.

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Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / BR104.

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O que causa a aurora boreal e por que o céu parece acender
Entenda como partículas vindas do Sol interagem com a atmosfera da Terra e criam o brilho colorido da aurora boreal no céu. Astronomia

TNM/Redação — 01/07/2026 08h09 — Atualizado 2 semanas atrás

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / BR104.
O céu não fica verde por mágica, nem por reflexo de gelo. A aurora boreal acontece quando partículas carregadas vindas do Sol chegam perto da Terra e interagem com gases da nossa atmosfera. Ciências atmosféricas

O resultado é uma espécie de brilho natural, mais comum nas regiões próximas ao polo Norte.

Segundo a NASA e a NOAA, agência dos Estados Unidos que monitora clima espacial, a origem do fenômeno está no chamado vento solar: um fluxo constante de partículas liberadas pelo Sol.

Quando esse fluxo fica mais intenso, as chances de auroras também aumentam.

O caminho da aurora começa no Sol

O Sol não manda apenas luz e calor para a Terra. Ele também libera partículas eletricamente carregadas, principalmente elétrons e prótons. Esse material viaja pelo espaço e forma o vento solar. Astronomia

Na maior parte do tempo, o campo magnético da Terra funciona como um escudo. Ele desvia boa parte dessas partículas e ajuda a proteger a atmosfera. Só que esse escudo não é uma parede reta: suas linhas magnéticas se curvam e se concentram perto dos polos.

É por isso que a aurora boreal costuma aparecer em países e regiões mais ao norte, como Noruega, Islândia, Finlândia, Suécia, Canadá, Alasca e partes da Rússia. No hemisfério Sul, existe um fenômeno equivalente: a aurora austral.

Por que o céu brilha?
Quando partículas do Sol entram na região superior da atmosfera, elas colidem com átomos e moléculas de gases, como oxigênio e nitrogênio. Essas colisões transferem energia para os gases. Astronomia

Depois, quando esses átomos e moléculas voltam a um estado mais estável, eles liberam energia em forma de luz. É parecido, em ideia geral, com o brilho de uma lâmpada de neon, mas acontecendo em escala enorme, acima da Terra.

O brilho não nasce no chão nem nas nuvens baixas. Ele ocorre em camadas altas da atmosfera, muito acima da altitude em que voam aviões comerciais.

De onde vêm as cores da aurora boreal
A cor depende principalmente de dois fatores: o tipo de gás atingido e a altitude onde a colisão acontece. Por isso uma mesma aurora pode ter tons verdes, rosados, avermelhados, roxos ou azulados.

Cor mais comum O que costuma estar por trás
Verde Geralmente ligada ao oxigênio em altitudes mais baixas dentro da alta atmosfera; é a cor mais vista em muitas auroras.
Vermelho Também pode estar ligado ao oxigênio, mas em altitudes maiores; costuma ser menos frequente a olho nu.
Roxo e azul Podem aparecer quando o nitrogênio participa das colisões, especialmente em partes mais dinâmicas da aurora.
Rosa Pode surgir da mistura de emissões diferentes, quando várias cores se combinam na visão humana ou na câmera.
Nem toda foto mostra exatamente o que o olho humano veria. Câmeras com longa exposição conseguem captar mais luz e realçar cores que, ao vivo, podem parecer mais suaves. Artevisual e design

Por que ela dança no céu?

A aurora não é uma faixa parada porque o campo magnético da Terra e o vento solar estão sempre mudando. As partículas seguem linhas magnéticas, se espalham, aceleram e mudam de direção.

Esse movimento cria cortinas, arcos, manchas e ondas luminosas. Quando a atividade solar aumenta, o desenho pode ficar mais forte e se mover com rapidez, como se o céu estivesse ondulando.

Isso não significa que a aurora esteja perto da pessoa que observa. A sensação de “cortina sobre a cabeça” vem da perspectiva: o fenômeno acontece muito alto, mas pode ocupar uma grande área do céu.

Tempestade solar é perigosa para quem vê a aurora?
Para quem está no chão, observar a aurora geralmente não oferece risco direto. O problema maior das tempestades solares fortes é tecnológico: elas podem afetar satélites, comunicações de rádio, sinais de GPS e redes elétricas em situações mais intensas.

A exposição visual ao fenômeno não é como olhar para o Sol. A aurora é um brilho  atmosférico noturno. O cuidado principal é outro: frio extremo, estradas com gelo, isolamento e falta de preparo em viagens para regiões polares.

Quem pretende viajar para ver aurora deve acompanhar previsões de clima comum e de clima espacial, mas também checar roupas adequadas, transporte, hospedagem e segurança local. Ciências atmosféricas

Dá para ver aurora boreal no Brasil?
No Brasil, não há registro cotidiano de aurora boreal porque o país fica longe da zona polar do hemisfério Norte. Em casos raros, auroras podem ser vistas em latitudes mais baixas durante eventos geomagnéticos intensos, mas isso não torna o fenômeno esperado no céu brasileiro.

Para o público de Alagoas, a forma mais realista de acompanhar o fenômeno é por transmissões ao vivo de observatórios, registros de agências científicas e imagens feitas por moradores de países próximos ao Ártico. Não há recorte local confirmado para observação de aurora boreal em Alagoas.

Como saber se uma foto de aurora é real

Desconfie de cores perfeitas demais. Edição de imagem pode intensificar tons. Isso não quer dizer que toda foto colorida seja falsa, mas a câmera pode mostrar mais do que o olho vê.
Veja se há localização e data. Registros confiáveis costumam informar o país, a região e a noite em que a imagem foi feita.
Procure fontes científicas ou observadores conhecidos. NASA, NOAA, serviços meteorológicos e observatórios costumam divulgar alertas e imagens verificáveis.
Compare com mapas de atividade geomagnética. Quando há forte atividade solar, é mais provável que auroras apareçam em áreas maiores.

O jeito simples de entender

Pense na aurora boreal como uma conversa luminosa entre o Sol e a Terra. O Sol envia partículas. O campo magnético da Terra guia parte delas para perto dos polos. A  atmosfera recebe essa energia e responde com luz. Ciênciasatmosféricas

Esse brilho é bonito, mas também é um lembrete de que o planeta não está isolado. O que acontece no Sol pode mexer com tecnologias aqui embaixo e, em noites especiais, transformar o céu em um espetáculo visível.

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