
Decisão marca fim da utilização de sal-gema de Alagoas e ameaça mais de R$ 5 bilhões anuais movimentados pela petroquímica no estado

TNM/Por Greyce Bernardino
De acordo com dados da própria petroquímica, a operação em Alagoas movimenta cerca de R$ 5,1 bilhões por ano e gera 4,1 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, a renda anual repassada à economia local ultrapassa R$ 960 milhões. Economistas alertam que, sem a unidade, toda a cadeia plástico-química estadual, formada por dezenas de indústrias que dependem desses insumos, sofrerá impacto imediato.

Desde 2019, a Braskem vinha importando sal do Chile para manter a produção, após suspender a extração local em razão dos danos geológicos que afetaram bairros de Maceió. Porém, especialistas consideram essa logística financeiramente inviável a longo prazo, tanto pela distância da matéria-prima quanto pela limitação do mercado consumidor próximo.
A decisão da empresa ocorre em meio a um cenário de incerteza para os trabalhadores. Sindicalistas afirmam que, desde o início deste ano, ao menos 50 funcionários foram transferidos para unidades na Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. A Braskem, por sua vez, não confirmou oficialmente se há um plano de desativação total em Alagoas até o momento.



