Brasil alerta para risco de êxodo venezuelano após ofensiva dos EUA

Em entrevista à CNN, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o momento exige cautela, mas reconheceu que o cenário é instável. Nos bastidores, auxiliares do governo admitem que está em análise a ampliação do contingente das Forças Armadas em Pacaraima, principal ponto de entrada de migrantes no país.

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Governo avalia reforço militar em Roraima diante de possível aumento no fluxo migratório

TNM/Por Redação com agências
O governo brasileiro acompanha com preocupação os desdobramentos do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e avalia que a ofensiva pode provocar uma nova e intensa onda migratória rumo à fronteira norte do Brasil. A possibilidade de um aumento repentino no número de venezuelanos entrando pelo estado de Roraima já entrou no radar do Palácio do Planalto.Em entrevista à CNN, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o momento exige cautela, mas reconheceu que o cenário é instável. Nos bastidores, auxiliares do governo admitem que está em análise a ampliação do contingente das Forças Armadas em Pacaraima, principal ponto de entrada de migrantes no país.

A estratégia em estudo se baseia na experiência acumulada com a Operação Acolhida, criada para organizar a recepção de venezuelanos em crises anteriores. Mesmo em contextos menos graves do que o atual, a estrutura já precisou lidar com milhares de pessoas cruzando a fronteira em curto espaço de tempo.

Para integrantes do governo, o ataque autorizado pelo presidente norte-americano Donald Trump representa um fator de forte instabilidade regional, com impactos diretos sobre países vizinhos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar contra qualquer tipo de solução militar na América do Sul e reiterou que o Brasil defende o diálogo diplomático como único caminho para evitar uma crise humanitária de grandes proporções.

 

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