Mundo

No 382º dia de pontificado na segunda-feira, 25, o papa Leão XIV lançou a sua primeira encíclica e escolheu um tema do presente e do futuro: a inteligência artificial (IA).
TNM/Da Redação
Intitulado Magnifica humanitas (“Magnífica humanidade”, em latim), o documento propõe a salvaguarda da pessoa humana na era da IA e adverte sobre o risco de a nova tecnologia contribuir para a desumanização e o reforço do poder de quem controla recursos econômicos, além do agravamento das desigualdades.
Ao mesmo tempo, Leão XIV fez um raro mea-culpa da Igreja Católica em relação à escravidão e pediu perdão:
“Não podemos negar ou minimizar o atraso com que a Igreja e a sociedade condenaram o flagelo da escravatura”, escreveu o líder católico. “É impossível não sentir profunda dor, ao considerar o enorme sofrimento e humilhação que a escravatura significou para tantas pessoas, em contraste com a sua limitada dignidade, amada infinitamente pelo Senhor. Assim sendo, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão.”
Dignidade humana
Com 130 páginas, Magnifica humanitas foi divulgada no 135º aniversário da Rerum novarum, a enciclica escrita por Leão XIII que serviu de inspiração para o sucessor e abordou a condição dos operários.
“Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor essa magnífica humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo, e que jamais alguma máquina poderá substituir no seu esplendor”, afirma Leão XIV no documento. “Não podemos considerar a IA moralmente neutra”.



