
Fachada do Estádio Rei Pelé. (Foto: Aaron Neves/Francês News)
MACEIÓ (AL) – Um laudo sobre as condições estruturais do Estádio Rei Pelé, em Maceió, apontou risco de colapso parcial em algumas áreas do estádio.
ESPORTE
Documento identifica problemas estruturais das Rampas 02 e 03; órgãos estaduais terão prazo para informar medidas adotadas.
TNM/Por Ian Santana
Diante das conclusões apresentadas no documento, a Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE-AL) recomendou a interdição imediata dos trechos considerados críticos.
O despacho foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (26).
O documento técnico, elaborado em junho de 2026 pelo Consórcio High Tech-Progetto, identificou risco de colapso parcial das lajes superiores das Rampas 02 e 03.
A recomendação é de que essas estruturas sejam interditadas e recebam escoramento provisório até que sejam realizadas as intervenções necessárias.
Além das rampas, o laudo apontou problemas nos alojamentos de números 29, 31 e 36, localizados no Setor 05.
A orientação é pela desocupação e interdição imediata desses espaços devido ao risco de desprendimento de uma grande massa da estrutura.
A PGE informou que documentos apresentados posteriormente registraram reuniões e algumas providências relacionadas ao controle do fluxo de pessoas no estádio.
No entanto, segundo a Procuradoria, não houve comprovação suficiente de que todas as medidas emergenciais indicadas no laudo tenham sido cumpridas.
Também não foi apresentada uma manifestação técnica conclusiva que atestasse as condições atuais de segurança das áreas afetadas.
O diagnóstico também classificou o pórtico do estádio como integralmente crítico e apontou que o Setor 04 necessita de intervenções corretivas urgentes.
A laje conhecida como “ferradura”, localizada no Setor 02, também precisa passar por recuperação e reforço.
Diante do cenário, a PGE recomendou à Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e à Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude (Selaj) que adotem imediatamente as medidas emergenciais previstas.
As áreas indicadas devem permanecer interditadas até que exista uma manifestação técnica conclusiva sobre a execução das intervenções e as condições de utilização segura.
A recomendação também pode afetar a realização de eventos no Rei Pelé. Caso as restrições impeçam o uso seguro do estádio, os órgãos responsáveis deverão avaliar a necessidade de alterar, limitar ou suspender atividades previstas no local.
A PGE ressaltou que a continuidade do funcionamento do estádio não significa, por si só, uma liberação técnica das estruturas consideradas de risco.
A Seinfra e a Selaj receberam prazo de dois dias para apresentar uma manifestação conjunta com informações sobre as providências adotadas, as restrições impostas, a situação dos alojamentos, os responsáveis técnicos e o cronograma das intervenções emergenciais.
A Seinfra terá ainda cinco dias para esclarecer inconsistências apontadas no laudo e apresentar uma avaliação sobre outras estruturas classificadas como críticas ou que necessitam de intervenções urgentes.
A PGE ainda alertou para possíveis responsabilidades em caso de omissão.
Segundo o despacho, a utilização das áreas afetadas sem respaldo técnico poderá resultar em responsabilidade civil do Estado e na apuração de responsabilidades administrativas, civis e, dependendo das circunstâncias, penais.
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