8 jul, 2017
‘Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo’, diz Temer sobre Maia

201706292119_e56b5aa667Nesta quinta, presidente do PSDB disse que Maia reúne condições para dar governabilidade ao país. Presidente da Câmara assumiria o governo em eventual

 TNM/Por Por G1, Brasília   
FOTO: Reprodução

Temer diz acreditar na lealdade de Maia e que há ‘zero preocupação’ com saída do PSDB

O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (7), após participar de agenda oficial na Alemanha, que acredita na lealdade o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),

Maia é o primeiro na linha sucessória e assumiria a Presidência da República em caso de queda de Temer. Essa situação pode ocorrer se a Câmara der prosseguimento à denúncia contra o presidente e o Supremo decidir pela condenação de Temer.

“Acredito [na lealdade de Maia]. Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo”, disse o presidente após ser questionado por jornalistas sobre o assunto.

Mais cedo, durante viagem oficial a Buenos Aires, Maia também falou sobre a crise política enfrentada pelo governo e que será sempre “leal e correto” com o presidente.

Temer também respondeu a perguntas sobre se estaria preocupado com um eventual desembarque do PSDB da base de apoio do governo.

Diante da crise política, integrantes de um dos principais partidos da base, o PSDB, vêm dando sinais de que querem desembarcar do governo.

Na quinta-feira (6), o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse que Maia é um nome que poderia unir os partidos e dar governabilidade ao país.

Tasso também afirmou que o partido ‘está evoluindo naturalmente para a saída do governo’. Atualmente, o PSDB está à frente dos ministérios das Relações Exteriores, das Cidades, da Secretaria de Governo (articulação política) e Direitos Humanos.

“Zero, zero preocupação. O PSDB tem quatro ministérios, os ministros todos estão muito tranquilos, exercendo as suas funções. Ainda agora me ligaram todos, digamos assim, dando explicações, dizendo que essa fala, do senador Tasso, não condiz com aquilo que pensa o PSDB. Acho que não há esse problema”, ponderou o presidente.

Delação de Cunha

Durante a entrevista, Temer foi indagado por um jornalista sobre quão ruim para ele e para o governo seria uma eventual delação do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Temer se limitou a responder: “zero”, antes de deixar o local da entrevista.

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