31 mai, 2018
Renan Filho e Rui Palmeira lamentam a morte do jornalista Audálio Dantas

201805302052_909f43ca4eEx-presidente do Sindjornal e diretor de comunicação da ALE, jornalista Joaldo Cavalcante, também emitiu nota de pesar

TNM/Por Rafael Maynart | Portal Gazetaweb.com  
Renan Filho e Rui Palmeira lamentam morte de jornalista Audálio Dantas
   FOTO: Divulgação

O prefeito Rui Palmeira, além de lamentar a morte do jornalista, decretou luto de três dias na capital. Rui Palmeira destacou a participação de Audálio na 1ª edição da Festa Literária do Pontal da Barra (Flipontal), promovida pela Fundação Municipal de Maceió, onde foi um dos homenageados.

O decreto municipal será publicado no Diário Oficial do Município da próxima sexta-feira (1º), mas sua vigência é a partir desta quarta-feira.

Já o governador Renan Filho destacou a importância de Audálio para o jornalismo e literatura brasileira. Além de lembrar do recente encontro que tiveram em 2017, durante as comemorações dos 200 anos de Alagoas. Confira a nota na íntegra:

NOTA DE PESAR

Alagoas perde um de seus grandes filhos, e o Brasil dá adeus ao profissional de imprensa que se tornou exemplo para várias gerações. Audálio Dantas, alagoano de Tanque D’Arca, jornalista, escritor e poeta, é um orgulho do nosso Estado.

Foi um dos nomes mais brilhantes nas redações dos principais jornais e revistas do país em que atuou, desde os anos 50. Líder da categoria, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo nos anos mais duros da ditadura e não se intimidou, denunciando o assassinato sob tortura de Vladimir Herzog no Doi-Codi. Foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto da Federação Nacional dos Jornalistas. Repórter destemido e talentoso, premiado pela ONU e vencedor de prêmios literários e intelectuais, também publicou biografias robustas, entre elas as de Graciliano Ramos e do presidente Lula. Era também descobridor de talentos, como a favelada Carolina Maria de Jesus, que no início dos anos 60, graças a ele, conseguiu publicar seu livro Quarto de Despejo, que virou best-seller.

Guardo dele uma lembrança especial e recente. Em 2017, convidado por mim para as comemorações dos 200 anos de Alagoas, mesmo já lutando contra a doença, Audálio não abriu mão de vir à sua querida terra natal. Chegou alegre. Fez palestra, participou de debates e visitou, além de Maceió, o Sertão e a cidade de Porto Calvo. E se despediu dizendo que gostaria de escrever um livro sobre Zumbi dos Palmares.

Em nome do Governo do Estado, presto comovida homenagem a Audálio Dantas, que elevou o nome de Alagoas em todos os quadrantes por onde andou. A ele, nossa gratidão. Sua memória será honrada para sempre.

 

RENAN FILHO

Governador

FOTO: Lucas Araújo

Joaldo Cavalcante também lamebtou a morte do amigo

O ex-presidente do Sindicato dos Jornalista de Alagoas (Sindjornal) e diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), Joaldo Cavalcante, também lamentou a morte do jornalista.Assim como Audálio, Joaldo também é jornalista e escritor, e recomendou – em sua nota de pesar – uma das obras dele para quem quiser conhecer um pouco mais da história do “bravo alagoano da pequenina Tanque D’Arca”. Confira a nota na íntegra:

O GUERREIRO REPOUSA – O nosso querido Audálio Dantas nos deixa às vésperas da passagem do Dia Nacional da Imprensa, em primeiro de junho. Esta data remete a todos para 1808, quando circulou o jornal Correio Braziliense, em Londres. A nossa imprensa nasceu exilada, sob o signo da resistência. A história do nosso conterrâneo Audálio caracterizou-se pela coragem de resistir.

Sua passagem pela presidência do Sindicato dos Jornalistas de S. Paulo, pela Federação Nacional dos Jornalistas e pela Câmara dos Deputados foi exemplar e nos orgulha como alagoanos. Quem desejar conhecer um pouco mais da história desse bravo alagoano da pequenina Tanque d?Darca, recomendo a leitura de seu grande livro-reportagem “As duas guerras de Vlado Herzog – da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil”. Nessa obra, Audálio também documentou as tantas guerras que enfrentou sem se vergar diante do arbítrio e da injustiça. Ter sido seu amigo sempre significou pra mim um privilégio. Dia triste.

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