4561d0e1 ca70 415c 8ffa bad4b4ab46b6 Deputado federal Givaldo Carimbão

 

 

 

 

 

 

 

O deputado federal Givaldo Carimbão (Avante) confirmou que neste segundo turno das eleições para presidente irá votar em branco. O parlamentar reforçou que sua escolha foi feita após avaliar as propostas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Pelas redes sociais nesta terça-feira, dia 23, Carimbão reforçou que sua história “sempre foi marcada nos movimentos populares e sociais, sempre enfrentando os poderosos”.

Na postagem o parlamentar comenta que viveu o Regime Militar de 64 onde a ditadura levou muitos inocentes à tortura e faz uma defesa dos valores que defende e que vão de encontro aos defendidos pelos candidatos na disputa.

Carimbão lembra que conviveu com muitas vítimas que foram torturadas assim como sua “a inesquecível amiga e companheira de lutas Selma Bandeira torturada nos porões da  ditadura, pois minha vida política foi formada na convivência de Miguel Arraes, Leonel Brizola, o velho Teotonio Vilela, Ulisses Guimarães, entre outros, que deram suas vidas pela democracia.

Participei ativamente dos grandes movimentos nacionais como as Diretas Já, Fora FMI entre outros. Em Alagoas, participei ativamente do 17 de Julho onde enfrentei o Exército como muitos Alagoanos para reestabelecer a governabilidade democrática no Estado, onde após a retirada do Suruagy, elegemos Ronaldo Lessa – Governador eleito pelas forças populares. A partir daí, Alagoas marca uma nova História”.

Na minha trajetória política, como deputado federal, fui oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso, pois nunca comunguei com o modelo neoliberal, comentou o deputado.

Trabalhei, lutei e votei no Lula para presidente e não me arrependo, pois para mim  foi o melhor presidente para os pobres dessa nação. Se cometeu alguns erros, pague por eles. Votarei nele mil vezes, se for candidato, esta é a minha convicção afirmou Carimbão.

Recebi um telefonema do meu amigo e companheiro de lutas, deputado Paulão, após o resultado das eleições onde ele me dizia: “Companheiro, você perdeu a eleição pela sua coerência”, e eu respondi ao meu amigo Paulão: amigo, em parte você pode ter razão, porém  prefiro perder a eleição do que a minha coerência.

O Lula, o qual sou seu eleitor, apresentou como seu candidato, Haddad. Não votei nele no primeiro turno e não votarei no segundo, continuo fazendo política com as minhas convicções.

E porque não voto no Haddad? Pela indicação da sua vice, Manoela D’Ávila, esta não me representa. Ela é a favor do aborto, da eutanásia, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da ideologia de gênero: estes valores para mim são inegociáveis. E disse isto antes do primeiro turno em entrevista à rádio Maragogi FM e Maribondo FM.

Não sou homem de ficar em cima do muro. No primeiro turno, votei na Marina.

Agora vem o segundo turno. Recebi um telefonema do meu amigo deputado federal Hugo Leal, do Rio de Janeiro, me convidando para fazer uma visita ao Jair Bolsonaro, pois a pauta era conversar sobre as nossa posições sobre aborto, ideologia de gênero, casamento de pessoas do mesmo sexo e sobre políticas sobre drogas, pois como eu estudei este tema em 22 países e fiz mais de 200 palestras no Brasil aceitei o convite, conversamos com o Bolsonaro em média uma hora e em nenhum momento eu disse que eu votaria nele para presidente, pois nos tocantes aos temas acima ele me representa, por outro lado, a história e a sua prática política não bate com a minha.

Para mim, nenhum dos dois candidatos me representa. Assim sendo, votarei   em   branco. Respeitando a todos os que pensem diferente, pois mesmo sem mandato continuarei lutando por aquilo que eu acredito.