16 mai, 2019
Não podemos ver o desmonte da educação de braços cruzados, diz reitora da Ufal

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Valéria Correia destaca que única saída para manutenção dos serviços da Ufal é o desbloqueio dos recursos

TNM/Por Jamylle Bezerra | Portal Gazetaweb.com   

Reitora da Ufal diz contar com a “pressão” da sociedade para o desbloqueio de recursos

FOTO: Tais Albino

Desde que o bloqueio de verbas da educação foi anunciado pelo Governo Federal, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vem adotando medidas que visam à contenção de gastos e à manutenção dos serviços pelo maior tempo possível, mesmo com a diminuição drástica de recursos. Nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, a reitora da Ufal, Valéria Correia, destacou que a única alternativa para que a universidade federal consiga se manter funcionando até o final do ano é o desbloqueio dos recursos. Para isso, ela diz ser fundamental a mobilização da sociedade, de forma a pressionar o governo para que isso aconteça.

“Nós só temos uma saída, que é o desbloqueio. Não existe outra alternativa. Se continuar como está, não funcionaremos a partir de setembro ou outubro, pois as dívidas vão se acumular e não teremos como pagar, sequer, a conta de energia. Contamos com a mobilização da sociedade para pedir esse desbloqueio, pois não podemos assistir ao desmonte da educação brasileira de braços cruzados”, afirmou.

Valéria Correia destacou que a diminuição dos recursos previstos no orçamento deste ano afeta não só os estudantes, servidores e professores da Ufal, mas também a sociedade alagoana, que usufrui de muitos projetos de pesquisa e extensão realizados pela comunidade acadêmica.

“Nós prestamos serviços à sociedade e o corte de verbas impacta diretamente no desenvolvimento regional do estado de Alagoas”, destaca.

A reitora lembrou ainda que as universidades públicas do país são responsáveis por 95% da ciência que é produzida no país e que, nos últimos anos, já estava sendo difícil manter o funcionamento das instituições, em virtude do não reajuste inflacionário dos repasses. Agora, com a diminuição de 30% do orçamento – o equivalente a R$ 40 milhões – fica impossível manter as atividades, as obras e a manutenção dos serviços de maneira geral.

“Já estava difícil manter o funcionamento porque não estávamos tendo o reajuste inflacionário, mas assim mesmo a universidade cresceu, com 20 obras já entregues e outras 4 a serem entregues nos próximos dias, entre elas o prédio da universidade no município de Santana do Ipanema.

Já vínhamos contendo despesas com viagens, transporte e diárias, por exemplo, e agora iniciamos uma campanha para uso racional da energia”, falou, ressaltando que a Escola Técnica de Artes e o Hospital Veterinário, que funcionava em Viçosa, já estão com as atividades suspensas.

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